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Dicas de Viagem

Chip de viagem internacional: como escolher, ativar e fugir do roaming

Entenda como funciona o chip de viagem internacional, escolha entre eSIM e físico, acerte a franquia de dados e desembarque já conectado.

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Emilly Chagas 12 de jun. de 2023
Chip de viagem internacional: como escolher, ativar e fugir do roaming

O chip de viagem internacional é um chip, físico ou eSIM, com plano de dados que funciona no exterior sem as tarifas de roaming da sua operadora brasileira. Você sai do Brasil, desembarca e já entra conectado, sem caçar Wi-Fi de aeroporto e sem levar susto na fatura quando voltar.

A diferença para o roaming aparece na conta. No roaming, sua operadora cobra um valor por dia ou por uso, e basta uma chamada de vídeo mais longa ou alguns vídeos no feed para a fatura crescer. Com o chip de viagem, você paga um preço fechado antes de embarcar e usa internet o tempo todo dentro da franquia contratada.

Quem está organizando a primeira viagem internacional costuma deixar a internet para a última hora e acaba refém do Wi-Fi instável do hotel. Aqui você vai entender como o chip funciona, quando escolher eSIM ou cartão físico, como acertar a franquia de dados pelo seu perfil e como ativar tudo direitinho no destino.

Mulher saindo do aeroporto com bagagens e usando o celular com chip de viagem internacional
Desembarcar já online é o que separa uma viagem tranquila daquela correria atrás de senha de Wi-Fi. (Foto: Adobe Stock)


O que é o chip de viagem internacional e como ele funciona

O chip de viagem internacional é um plano de dados pré-pago para usar fora do país. Ele substitui o sinal da sua operadora brasileira por uma rede local ou regional no destino, então você navega como se tivesse uma linha de lá, mas pagando em reais e contratando antes de viajar.

Funciona em duas versões. O cartão físico chega pelos Correios e entra na bandeja do celular no lugar do seu chip brasileiro. O eSIM é um chip virtual: você recebe um QR Code ou um link e instala sem trocar nada de lugar, desde que o aparelho seja compatível. As duas versões entregam internet, e a maioria dos planos roda com dados ilimitados, com uma franquia 4G diária que, depois de consumida, segue funcionando em velocidade reduzida.

No dia a dia, o que muda no seu celular é pouco. Depois de ativado, o aparelho se conecta sozinho à rede parceira no destino, do mesmo jeito que pega sinal aqui no Brasil. Você não precisa gerenciar operadora por operadora a cada fronteira: o plano já cobre a região contratada, e o seu trabalho se resume a instalar o chip e ligar os dados móveis.

Na Real, o chip vem da parceria com a Portal do Chip e já libera os aplicativos que você mais usa em viagem: WhatsApp, Instagram, Uber, Waze e outros. O suporte é em português, 24 horas por WhatsApp, e você mantém o seu número atual no WhatsApp, sem precisar avisar contato por contato que trocou de linha.

O chip não é a única forma de ter sinal lá fora, e existem outras opções de internet no exterior, como roaming e Wi-Fi público. A vantagem do chip é justamente o custo previsível e o fato de você já sair daqui resolvido.

Comprar com antecedência é o que permite chegar com o chip pronto para ativar, sem procurar loja ou quiosque assim que pisa no aeroporto, num momento em que você costuma estar cansado e sem sinal para pesquisar. Você fecha tudo com calma em casa, escolhe a data de início e só ativa quando desembarcar.

eSIM ou chip físico: qual faz mais sentido na sua viagem

A escolha entre eSIM e cartão físico depende de um detalhe simples: o seu celular aceita eSIM? Se aceitar, o eSIM costuma ser o caminho mais direto, porque dispensa o cartão na mão e a troca de bandeja. Se não aceitar, o cartão físico resolve do mesmo jeito.

O eSIM funciona só em modelos lançados a partir de 2018, como iPhone XR e XS em diante e Galaxy S20 em diante. Para conferir o seu, digite a sequência de verificação do aparelho no teclado de chamadas: se aparecer um código chamado EID, o celular é compatível. Na dúvida, dá para checar a lista de celulares compatíveis com eSIM antes de comprar.

Dois pontos costumam gerar confusão. O primeiro é o aparelho dual: mesmo com dois espaços de chip, na hora de viajar você deixa só o chip internacional ativo na posição principal, para o celular não tentar usar a linha brasileira em roaming. O segundo é o bloqueio de operadora: o eSIM só instala em celular desbloqueado, então, se você comprou o aparelho travado em algum plano, confirme a liberação antes de contar com ele.

O prazo também separa as duas versões. O cartão físico depende da entrega dos Correios, então peça com folga para ele chegar antes do embarque. O eSIM não tem esse risco logístico: como a instalação é digital, você precisa apenas de um celular compatível e de um Wi-Fi para ativar no destino.

A tabela abaixo resume a diferença entre as duas versões para você decidir rápido.

Infográfico comparando eSIM e chip físico de viagem internacional
Infográfico comparando eSIM e chip físico de viagem internacional por instalação e aparelho eSIM ou cartão físico: os dois entregam internet, muda só a forma de receber e instalar. (Imagem: Divulgação/Real Seguro Viagem)


Em resumo: tem celular compatível e quer resolver tudo pelo digital, vá de eSIM. Tem um aparelho mais antigo, sem suporte, ou prefere o cartão na mão como garantia, o físico dá conta. Nos dois casos o número do seu WhatsApp continua o mesmo.

Como escolher a franquia de dados pelo seu perfil de uso

Esse é o ponto onde a maioria erra, contratando dados de menos e ficando na mão, ou dados de sobra e pagando à toa. A franquia diária deveria seguir o jeito que você usa o celular viajando, não o medo de ficar offline.

Pense em três perfis de consumo. Quem usa o básico, com chamadas de vídeo e voz no WhatsApp, mapas e posts moderados, fica bem com cerca de 500 MB por dia. Quem é ativo nas redes, faz e recebe várias chamadas e resolve tudo por aplicativo, costuma se encaixar em torno de 1 GB por dia. E quem viaja sem roteiro fixo, usa GPS o tempo todo, provavelmente vai alugar carro e ainda compartilha conteúdo de trabalho, pede algo perto de 2 GB por dia.

O quadro a seguir liga cada franquia a um perfil de viajante para você se reconhecer e contratar certo.

Infográfico: franquia de dados do chip de viagem por perfil de uso, de 500 MB a 2 GB por dia
Antes de escolher o plano, veja em qual perfil você se encaixa. Isso evita pagar a mais ou ficar sem dados. (Imagem: Divulgação/Real Seguro Viagem)

Saber o que mais consome ajuda a calibrar a escolha. Mapas com navegação ativa, chamadas de vídeo e vídeos em alta resolução são os que mais pesam na franquia. Já mensagens de texto, áudios curtos e navegação simples gastam pouco. Se a sua rotina de viagem é cheia de GPS e stories o dia inteiro, suba uma faixa; se é mais de fotos e mensagens, a faixa de baixo costuma sobrar.

__CAIXA_TEXTO(Dica para esticar a franquia: baixe os mapas do Google Maps offline ainda no Wi-Fi, ative o modo de economia de dados e deixe o download automático de fotos e vídeos só para quando estiver em rede sem fio.)__

Um aviso sobre compartilhar a internet do chip com outro aparelho. O roteamento por hotspot funciona bem nos planos dos Estados Unidos, mas nos demais destinos ele costuma ficar restrito, e cada plano foi calculado para o consumo de uma pessoa. Se a ideia é dividir o sinal com a família, o melhor é cada um ter o seu chip.

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Como ativar o chip internacional, passo a passo

A regra de ouro é a mesma para as duas versões: só ative o chip depois de desembarcar no destino. Se você instalar ainda no Brasil, o plano pode começar a contar antes da hora e você perde dias contratados. A seguir, o passo a passo de cada tipo.

Ativação do eSIM: as instruções que chegam antes de embarcar

No eSIM, as instruções de instalação chegam pelo WhatsApp do viajante cerca de dois a três dias antes da data de início que você informou. Já ao chegar no destino, conecte o celular a uma rede Wi-Fi, que os aeroportos costumam oferecer, e siga o passo a passo do manual recebido para instalar o eSIM da viagem.

Se o seu aparelho for dual, desinstale ou desative o eSIM brasileiro antes, e quando o sistema perguntar, escolha a opção de manter o número atual no WhatsApp. Um detalhe específico: clientes que usam eSIM da Claro precisam excluir o eSIM brasileiro do aparelho antes de instalar o da viagem, porque a operadora bloqueia novas instalações. As demais operadoras não criam essa interferência.

Confirme também que a data de início informada na compra bate com o dia em que você realmente vai usar o chip. É por essa data que o sistema dispara as instruções e começa a contar a validade do plano. Se a viagem mudar, ajuste isso com o suporte antes da ativação para não desencontrar o período contratado e perder dias.

Ativação do chip físico: o que fazer ao desembarcar

Com o cartão físico, desligue o celular assim que chegar, retire o chip brasileiro, mesmo que o aparelho seja dual, e encaixe o chip internacional na primeira posição da bandeja. Em seguida, ligue o celular de novo, ative os dados móveis e o roaming de dados nas configurações, e selecione manter o número atual no WhatsApp.

Guarde o seu chip brasileiro em um lugar seguro para recolocá-lo na volta. E lembre que dá para pedir ligações ilimitadas para o Brasil pelo aplicativo do chip, um serviço extra contratável por cerca de um dólar por dia, útil para quem precisa falar com a família por voz e não só por mensagem.

Se a internet não engatar logo após a instalação, em qualquer uma das versões, reinicie o celular uma vez e confirme nas configurações se os dados móveis e o roaming de dados estão ligados. Na maioria das vezes é só isso que faltava, e a conexão aparece em seguida.

__CAIXA_TEXTO(Se algo travar na instalação, o suporte da Portal do Chip atende em português pelo WhatsApp, 24 horas. Resolver na hora costuma ser questão de minutos, então não desista do chip e parta para o roaming caro.)__

Cobertura por país e o que conferir antes de comprar

Antes de fechar o plano, confirme três coisas: se o destino tem cobertura, se o seu aparelho é compatível e por quantos dias você precisa do serviço. São checagens rápidas que evitam dor de cabeça no embarque.

Nem todo país está na lista. Alguns destinos, como Andorra e a Bolívia, ficam fora da cobertura, então para essas viagens o caminho é o chip local comprado lá ou outra solução de internet. Mesmo sem chip, o seguro continua valendo: se você vai para a região andina, por exemplo, dá para resolver a proteção com um seguro viagem para a Bolívia e tratar a internet à parte.

A compatibilidade do aparelho importa para o eSIM, como vimos, e quase não pesa no físico, que funciona em qualquer celular desbloqueado. Se o seu celular não aceita eSIM, o cartão físico resolve sem mistério. Já a duração é contratada por período, geralmente de cinco a vinte e oito dias, então some os dias da sua viagem antes de escolher. Se você passa por vários países na mesma viagem, a cotação costuma ser feita com destino Mundo, que cobre a rota inteira.

Os planos são pagos no cartão, e existe direito de arrependimento: o cancelamento pode ser pedido em até sete dias corridos após a compra, conforme o Código de Defesa do Consumidor, desde que o chip não tenha sido ativado. Alterações de data ou de plano, quando possíveis, costumam ter prazo antes da ativação informada, então mexa nisso com antecedência. Confira também as regras de recarga, caso precise de mais dados no meio da viagem.

No retorno ao Brasil, o caminho é o inverso da chegada. Quem usou cartão físico recoloca o chip brasileiro guardado; quem usou eSIM da viagem remove esse eSIM e reativa a linha nacional que havia desligado. Em poucos minutos o celular volta ao normal e você não corre o risco de seguir pagando dados que não usa mais.

Família tirando foto com o celular no aeroporto antes de viagem internacional com chip de dados
Confira destino, aparelho e número de dias antes de comprar. Três minutos de checagem que salvam a viagem. (Foto: Adobe Stock)


Chip e seguro viagem: a dupla que você leva na mala

Se a viagem é internacional, o chip entra na mala junto com o passaporte e o seguro. É o chip que mantém você conectado para falar com a família, abrir o mapa, traduzir um cardápio ou pedir ajuda numa emergência, sem depender do Wi-Fi do hotel. E é o seguro que cobre o que a internet sozinha não resolve, como uma consulta médica ou um atendimento de urgência lá fora.

Os dois se completam na hora do aperto. Estar online ajuda a acionar o seguro viagem rápido, acessar a sua apólice e falar com a central. Ter a sua apólice de seguro viagem salva no celular agiliza qualquer atendimento, e quem compra pela Real ainda usa o aplicativo SEU, que centraliza o contato com a seguradora usando só internet, exatamente o que o chip garante.

Faz sentido resolver os dois de uma vez. Você já sai do Brasil com o chip ativado pela parceria com a Portal do Chip e com a proteção certa para o destino, sem deixar nada para a última hora. Se a sua viagem inclui os Estados Unidos, por exemplo, dá para alinhar o chip com hotspot liberado e um bom seguro viagem para os EUA na mesma organização.

Ficou com qualquer dúvida sobre o chip ou sobre qual cobertura combina com o seu roteiro, é só chamar um especialista da Real no WhatsApp. A gente te ajuda a fechar o chip e o seguro certos para a sua viagem, no seu ritmo, antes de você embarcar.

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E já que o assunto é chegar protegido, aproveite para comparar o seguro viagem na mesma conversa e fechar tudo junto.

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