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Por Emilly Chagas • Real Seguro Viagem em 13/03/26 às 18:42.

Toscana, na Itália: melhores cidades, roteiro de 9 dias e dicas para sua viagem

Toscana concentra 7 patrimônios da Unesco em uma área menor que o estado de Alagoas. Em menos de duas horas de carro, você sai de uma catedral renascentista em Florença, cruza vinícolas centenárias no Chianti e chega a uma vila medieval com menos de mil moradores. É essa densidade de experiências que faz da região um dos destinos mais completos da Europa.

Este guia reúne as cidades que valem a parada, um roteiro dia a dia para 9 dias de viagem, distâncias entre os destinos e algumas dicas que evitam perrengues, incluindo a exigência de seguro viagem para entrar na Itália.

De Florença a Montalcino, a maioria dos trajetos por Toscana leva menos de 1h30 de carro, o suficiente para trocar de cidade antes do jantar. (Imagem: Flo P/Unsplash)


Qual a melhor época do ano para visitar a Toscana?

A escolha do mês muda completamente o que você vai encontrar. A primavera (abril a junho) oferece temperaturas entre 15 °C e 25 °C, campos floridos e filas menores nos museus. É considerada, junto com o início do outono, a melhor janela para quem quer equilibrar clima agradável e preços mais baixos.

O verão (julho e agosto) é alta estação: dias longos com até 15 horas de luz, mas temperaturas que passam dos 35 °C em Florença e preços de hospedagem até 60% mais altos. Se escolher essa época, reserve hotéis e ingressos com pelo menos 30 dias de antecedência.

O outono (setembro a novembro) traz a vindima: a colheita das uvas que movimenta festas em dezenas de vilarejos entre Chianti, Montalcino e Montepulciano. Em dezembro começa a colheita das azeitonas, e quem visita nesse período pode degustar o olio nuovo (azeite recém-prensado) direto nos produtores. No inverno, as áreas mais altas, como Abetone, oferecem estações de esqui, enquanto cidades como Florença e Siena ficam com um clima frio, porém sem neve, com mínimas ao redor de 2 °C.

Resumo rápido por estação

Quais são as melhores cidades da Toscana para incluir no roteiro?

Toscana tem mais de 200 municípios, mas 10 cidades concentram as experiências que definem a região: arte renascentista, gastronomia toscana, vinhos premiados e cenários que viraram filmes. A lista abaixo segue a ordem geográfica de um roteiro circular, saindo e voltando por Florença.

Florença, o berço do Renascimento

A subida à cúpula de Brunelleschi tem 463 degraus e exige reserva antecipada, mas a vista de 360° de Florença compensa cada um deles! (Imagem: Ray Harrington/Unsplash)


Florença é o ponto de chegada e a base mais prática para explorar a Toscana. A cidade tem aeroporto internacional (Aeroporto Amerigo Vespucci, FLR) e conexão de trem rápido com Roma (1h30) e Milão (1h45).

O centro histórico, patrimônio da Unesco, pode ser percorrido a pé em um dia, mas dois dias permitem visitar os museus sem correria. Os três indispensáveis são a Galleria degli Uffizi (obras de Botticelli, Leonardo da Vinci e Caravaggio), a Galleria dell'Accademia (onde está o Davi original de Michelangelo) e o Museo dell'Opera del Duomo. Compre os ingressos pelo site oficial do Firenze Musei, porque na alta estação, as filas passam de duas horas.

Além dos museus, não perca a Catedral de Santa Maria del Fiore e sua cúpula de Brunelleschi (463 degraus até o topo, com vista de 360° da cidade), o Palazzo Vecchio, as Cappelle Medicee e a Ponte Vecchio. Para sentir o ritmo da cidade, tome um café na Piazza della Repubblica ou cruze o rio Arno até o Oltrarno, bairro com ateliês e trattorias menos turísticas.

Se pretende estender a viagem além da Toscana, veja nosso roteiro com as 15 cidades mais visitadas da Itália!

Lucca, a cidade das muralhas intactas

Torre Guinigi, do século XIV, tem carvalhos centenários plantados no topo a 45 metros de altura, um dos mirantes mais inusitados de Toscana. (Imagem: Marian Brandt/Unsplash)


Lucca é uma das poucas cidades europeias cujas muralhas renascentistas estão completamente preservadas! São 4,2 km de extensão que hoje funcionam como um parque elevado para caminhada e ciclismo. A cidade fica a 80 km de Florença (cerca de 1h10 de carro).

O Duomo di San Martino, do século XI, guarda o Volto Santo, um crucifixo de madeira que atrai peregrinos há mais de mil anos. A Piazza dell'Anfiteatro foi construída sobre as ruínas de um anfiteatro romano do século II e mantém o formato elíptico original. Reserve pelo menos meio dia para caminhar pelo centro e experimentar a cecina (uma panqueca de grão-de-bico típica de Lucca) e o buccellato, pão doce com passas e anis.

No trajeto entre Florença e Lucca, considere uma parada em Montecatini Terme, um dos centros termais mais antigos da Europa, com banhos que funcionam desde o século XVIII.

Pisa, além da torre inclinada

A Piazza dei Miracoli reúne quatro monumentos patrimônio da Unesco num só conjunto! A entrada na Catedral é gratuita, mas a subida à torre custa cerca de 20 euros e exige reserva. (Imagem: alexey turenkov/Unsplash)


A Piazza dei Miracoli (Praça dos Milagres), patrimônio da Unesco, reúne a torre inclinada, a Catedral, o Batistério de São João e o Camposanto Monumentale em um único conjunto. A subida à torre (294 degraus) precisa de reserva antecipada e custa cerca de 20 euros.

Fora da praça, Pisa tem o Palazzo della Carovana na Piazza dei Cavalieri, o Orto Botanico (um dos jardins botânicos mais antigos do mundo, de 1544) e o bairro Borgo Stretto, com lojas e cafés sob arcadas medievais. Pisa fica a 25 km de Lucca (20 minutos de carro) e combina bem no mesmo dia.

San Gimignano, a cidade das torres medievais

Na Idade Média, San Gimignano chegou a ter 72 torres. Ainda restam 14, mas bastam para formar o skyline mais reconhecível do interior da Toscana. (Imagem: Fadi Al Shami/Unsplash)


San Gimignano tem cerca de 7 mil habitantes e 14 torres medievais que formam um skyline único na Toscana. Na Idade Média a cidade chegou a ter 72 torres, símbolos de poder das famílias rivais. Hoje, o centro histórico inteiro é patrimônio da Unesco.

Visite a Collegiata di Santa Maria Assunta (com afrescos do século XIV), a Torre Grossa (a mais alta, com vista panorâmica) e prove o gelato da Gelateria Dondoli, premiada duas vezes como a melhor do mundo. A cidade fica a meio caminho entre Pisa e Siena, o que a torna uma parada natural no roteiro.

Siena, a rival histórica de Florença

É neste chão de tijolo em formato de concha que acontece o Palio di Siena: corrida de cavalos disputada duas vezes por ano, em julho e agosto, desde o século XVII! (Imagem: Wolfgang Hasselmann/Unsplash)


Siena disputou com Florença a hegemonia da Toscana durante séculos, e esse orgulho se reflete na arquitetura. A Piazza del Campo, com seu formato de concha, é considerada uma das praças mais bonitas da Europa e é palco do Palio di Siena, corrida de cavalos que acontece em 2 de julho e 16 de agosto.

O Duomo di Siena impressiona pelo piso de mármore com 56 painéis narrativos — uma obra que levou 200 anos para ser concluída. Visite também o Palazzo Pubblico, a Fonte Gaia e o Museo dell'Opera. Siena fica no alto de três colinas, em uma região rural, e funciona como base para explorar vilarejos menores como Pienza e Monteriggioni.

Lucignano, Cortona e Arezzo: a Toscana dos filmes

Cortona fica a 600 metros de altitude, as ruas são íngremes, mas cada curva revela uma vista diferente do Vale di Chiana que compensou o fôlego de Frances Mayes e compensa o seu também. (Imagem: Meg von Haartman/Unsplash)


Cortona é a cidade onde Frances Mayes ambientou o livro e filme Sob o Sol da Toscana. Fica no alto de uma colina com vista para o Lago Trasimeno e tem o Museo dell'Accademia Etrusca, com artefatos de mais de 2.500 anos. A Piazza della Repubblica e as ruelas íngremes justificam pelo menos meio dia de visita.

Antes de chegar a Cortona, pare em Lucignano, uma vila com traçado urbano em espiral que se mantém intacto desde a época medieval — são ruas elípticas concêntricas visíveis até por imagem de satélite. É um dos poucos exemplos desse tipo de urbanismo na Europa.

Arezzo é o cenário do filme A Vida é Bela, de Roberto Benigni. A Piazza Grande, com seus edifícios assimétricos de diferentes épocas, é onde acontece a Giostra del Saracino (torneio medieval em junho e setembro) e a Fiera Antiquaria, maior feira de antiguidades da Itália, no primeiro fim de semana de cada mês. Visite a Basílica de São Francisco, que guarda os afrescos A Lenda da Vera Cruz de Piero della Francesca, considerados uma das obras-primas da pintura italiana.

Chianti, Montepulciano e Montalcino: a rota dos vinhos toscanos

Além do vinho, a região do Chianti produz um dos azeites extravirgens mais premiados da Itália. Muitas fazendas oferecem degustação combinada dos dois! (Imagem: Johny Goerend/Unsplash)


A região do Chianti ocupa a área montanhosa entre Florença e Siena e produz o Chianti Classico, um dos vinhos mais exportados da Itália. A estrada SR222 (conhecida como Chiantigiana) atravessa o coração da região por 70 km de vinhedos, olivais e vilas de pedra. Além das vinícolas, vale visitar o Museo Archeologico del Chianti Senese, em Castellina.

Montepulciano, cercada por muralhas medievais, é famosa pelo Vino Nobile di Montepulciano, um tinto encorpado que já era apreciado pela nobreza no século XIV. A cidade também é conhecida pelos queijos pecorino e pelas carnes de chianina, raça bovina originária da Toscana.

Montalcino é menor e menos turística, mas produz o Brunello di Montalcino, vinho que envelhece no mínimo cinco anos antes de ser comercializado e cujas garrafas podem custar de 30 a mais de 500 euros. Visite a Fortezza, do século XIV, que hoje funciona como enoteca com degustação panorâmica, e o Museo Civico e Diocesano d'Arte Sacra.

Roteiro de 9 dias pela Toscana: dia a dia com distâncias

Este roteiro segue um trajeto circular saindo e voltando por Florença, otimizando deslocamentos. Todas as distâncias são de carro. Se preferir transporte público, Florença, Pisa, Lucca e Siena têm boas conexões de trem; para os vilarejos menores, o carro é praticamente indispensável. 

Quem tem mais tempo pode combinar a Toscana com outro país, confira nosso roteiro de viagem pela Itália e Grécia!

Dias 1 e 2 — Florença

Chegada e exploração do centro histórico. Dia 1: Duomo, Galleria dell'Accademia e Oltrarno. Dia 2: Galleria degli Uffizi, Palazzo Vecchio e Ponte Vecchio. Reserve a manhã para os museus (menos fila entre 8h e 10h) e a tarde para caminhar.

Dias 3 e 4 — Lucca e Pisa

Florença → Lucca: 80 km, ~1h10. Dia 3: muralhas de Lucca, Duomo e Piazza dell'Anfiteatro, com possível parada em Montecatini Terme no caminho. Dia 4: manhã em Pisa (Piazza dei Miracoli e torre), tarde livre para Borgo Stretto. Lucca → Pisa: 25 km, ~20 min.

Dias 5 e 6: San Gimignano e Siena

Pisa → San Gimignano: 100 km, ~1h30. Dia 5: San Gimignano pela manhã (torres e centro histórico), chegada em Siena à tarde. Dia 6: Piazza del Campo, Duomo e museus de Siena. San Gimignano → Siena: 42 km, ~45 min.

Dia 7: Lucignano, Cortona e Arezzo

Siena → Lucignano: 55 km, ~50 min. Manhã em Lucignano (rápida, 1h é suficiente), meio-dia em Cortona (almoço com vista para o vale), tarde em Arezzo (Piazza Grande e Basílica de São Francisco). Arezzo → última parada: ~1h para Florença.

Dias 8 e 9: Chianti e retorno a Florença

Arezzo → região do Chianti: 60 km, ~1h. Dia 8: estrada Chiantigiana, visita a vinícolas com degustação (reserve com antecedência). Dia 9: Montepulciano ou Montalcino pela manhã, retorno a Florença pela tarde. Chianti → Florença: 60 km, ~1h.

O que é obrigatório para viajar à Toscana? Documentação e seguro viagem

A Itália faz parte do Tratado de Schengen, que exige de todos os viajantes brasileiros um seguro viagem com cobertura médica mínima de 30 mil euros (aproximadamente US$ 40 mil). Sem esse documento, você pode ser barrado na imigração, é uma exigência legal!

O seguro precisa cobrir, no mínimo, despesas médicas e hospitalares por urgência e emergência, repatriação sanitária e repatriação funerária. Coberturas adicionais como cancelamento de voo, extravio de bagagem e assistência odontológica são opcionais, mas fazem diferença prática: uma noite de internação na Itália pode custar mais de 1.000 euros, valor que um seguro básico já cobre integralmente.

Além do seguro, brasileiros precisam de passaporte válido (sem necessidade de visto para estadias de até 90 dias) e podem precisar do ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) a partir do momento em que ele entrar em vigor. Quem pretende alugar carro precisa da PID (Permissão Internacional para Dirigir), emitida pelo Detran.

Leia nosso guia completo sobre documentação necessária para brasileiros entrarem na Itália para conferir a lista atualizada!

Dicas para sua viagem pela Toscana

  1. Reserve ingressos com antecedência. A Galleria degli Uffizi e a torre de Pisa esgotam semanas antes na alta estação. Compre pelo site oficial para evitar filas de mais de duas horas.
  2. Estacione antes de entrar nos centros históricos. Muitas cidades da Toscana têm ZTL (Zona a Traffico Limitato), áreas onde carros não autorizados levam multa automática por câmera. Procure estacionamentos fora da ZTL antes de entrar nas muralhas.
  3. Alugar carro é quase obrigatório para os vilarejos. Trens conectam bem Florença, Pisa, Lucca e Siena, mas para San Gimignano, Cortona, Lucignano e a região do Chianti, o carro é o meio mais prático.
  4. Tenha a PID (Permissão Internacional para Dirigir). Não basta a CNH brasileira. A PID é emitida pelo Detran e custa em torno de R$ 100 a R$ 300 dependendo do estado.
  5. Leve sapatos confortáveis. As cidades são feitas de ruas de pedra, ladeiras e escadarias. Florença, Siena e Cortona exigem bastante caminhada em terreno irregular.
  6. Não subestime o calor no verão. Florença é uma das cidades mais quentes da Itália em julho e agosto, com máximas que passam dos 38 °C. Hidrate-se e evite museus sem ar-condicionado entre 12h e 15h.

Quanto custa uma viagem de 9 dias pela Toscana?

Os custos variam muito conforme a estação, o tipo de hospedagem e o estilo de viagem. Uma estimativa por pessoa, para referência:

No total, uma viagem econômica de 9 dias gira em torno de 1.200 € a 1.500 € por pessoa (sem passagem aérea). Uma viagem confortável, com hotéis melhores e mais degustações, pode chegar a 3.000 € ou mais.

Planeje sua viagem para a Toscana com segurança!

Agora que você já sabe quais cidades visitar, como montar o roteiro e o que é obrigatório levar, o próximo passo é garantir que sua viagem esteja coberta. O seguro viagem é exigência para entrar na Itália, mas também é o que evita que um imprevisto médico se transforme em uma conta de milhares de euros.

Use o comparador da Real Seguro Viagem para ver planos que atendem às exigências do Schengen, filtre por cobertura médica, preço e perfil de viajante para encontrar o plano certo para a sua viagem à Toscana!