Cotar seguro viagem
Por Jaqueline • Real Seguro Viagem em 18/01/26 às 07:46.

Guia para planejar sua viagem para a Europa!

Realizar o sonho de cruzar o Atlântico e explorar o Velho Continente é um desejo comum a muitos brasileiros, mas o sucesso dessa jornada depende de um fator crucial: o planejamento de uma viagem para a Europa.

Com uma diversidade incrível de culturas, idiomas e paisagens em um território relativamente pequeno, a Europa oferece possibilidades infinitas, que vão desde os canais românticos de Veneza até a modernidade dinâmica de Berlim.

O segredo para transformar seu sonho de viagem para a Europa em realidade está em um planejamento organizado, estratégico e antecipado. (Fonte: Canva)


No entanto, para aproveitar tudo isso sem dores de cabeça, é preciso organização. Organizar uma viagem internacional envolve muito mais do que apenas comprar passagens.

É necessário entender as novas regras de entrada, definir um roteiro que faça sentido para o seu tempo disponível e, claro, montar um orçamento realista que evite surpresas financeiras.

Seja você um viajante de primeira viagem ou alguém que deseja retornar para explorar novos horizontes, saber por onde começar é o primeiro passo para transformar esse sonho em realidade.

Neste guia, você aprenderá a escolher a melhor época para viajar, entenderá quais são os documentos obrigatórios para brasileiros, descobrirá como se locomover de forma inteligente entre os países e terá acesso a dicas práticas para economizar.

Continue lendo e veja como estruturar o seu roteiro de forma eficiente para viver a viagem da sua vida.

Definindo o roteiro e a melhor época para viajar

O sucesso do seu projeto começa na escolha estratégica de quando e para onde ir, pois esses fatores impactam diretamente o seu orçamento e a qualidade da experiência.

O planejamento de uma viagem para a Europa exige que você considere que o continente apresenta características muito distintas ao longo do ano.


Enquanto o verão europeu, entre junho e agosto, oferece dias longos e ensolarados, ele também traz consigo multidões de turistas e os preços mais elevados em hospedagem e transporte.

Por outro lado, viajar no inverno pode ser ideal para quem busca ver neve nos Alpes ou mercados de Natal na Alemanha, mas exige fôlego para lidar com dias curtos, onde o sol se põe por volta das 16h, e temperaturas que frequentemente ficam abaixo de zero em diversas regiões.

Para quem busca o equilíbrio perfeito entre clima agradável e economia, as chamadas "meias estações" são as melhores aliadas.

Meses como maio, junho, setembro e outubro oferecem temperaturas amenas, ideais para caminhadas urbanas, além de cidades menos saturadas e tarifas de voos mais atrativas.

Ao definir o roteiro, a dica de ouro é evitar a tentação de querer visitar muitos países em pouco tempo. Cruzar fronteiras consome horas preciosas de deslocamento e cansaço físico.

O ideal é focar em regiões geográficas próximas ou países que compartilham boas conexões de trem, permitindo que você realmente absorva a cultura local em vez de apenas colecionar carimbos no passaporte.

Se esta for a sua primeira vez no continente, é estratégico focar em rotas clássicas que facilitam a logística. Países como Portugal e Espanha são excelentes portas de entrada devido à facilidade do idioma e ao custo de vida um pouco mais baixo em comparação ao norte europeu.

Já um roteiro unindo França, Bélgica e Holanda é muito simples de ser executado apenas com trens de alta velocidade, otimizando cada minuto do seu cronograma.

Lembre-se sempre de conferir o calendário de feriados locais e eventos sazonais, pois festivais específicos podem tanto enriquecer sua viagem quanto encarecer drasticamente a estadia em determinadas cidades.

Documentação necessária para brasileiros

Deixe seu passaporte colorido com carimbos de diferentes países da Europa! (Fonte: Canva)


Para garantir que o planejamento de uma viagem para a Europa ocorra sem sustos, a organização da documentação deve ser sua prioridade número um.

O documento fundamental para brasileiros é o passaporte, que precisa ter validade de, no mínimo, três meses após a data pretendida de saída do continente, embora o recomendado seja uma margem de seis meses para evitar qualquer imprevisto.

Vale lembrar que, embora o Brasil tenha isenção de visto para estadias de turismo de até 90 dias no Espaço Schengen, a entrada não é automática e depende da apresentação de comprovantes ao agente de imigração.

Recentemente, uma mudança importante entrou em vigor: o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem). Esta é uma autorização eletrônica obrigatória que os brasileiros devem solicitar online antes do embarque.

O processo é simples, vinculado ao seu passaporte e possui uma taxa de 20 euros (com isenção para menores de 18 e maiores de 70 anos).

Sem o ETIAS aprovado, as companhias aéreas não poderão permitir o seu embarque. Além dessa autorização, é indispensável a contratação de um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares, exigência dos países do Tratado de Schengen.

Por fim, ao chegar na alfândega, você deve estar preparado para comprovar que possui meios financeiros para se sustentar durante a estadia, seja por meio de dinheiro em espécie, cartões de crédito internacionais ou extratos de cartões globais.

Também é comum que as autoridades solicitem o comprovante de hospedagem (reservas de hotéis ou carta-convite) e a passagem de retorno ao Brasil.

Ter todos esses documentos impressos ou salvos em uma pasta digital de fácil acesso garante que você passe pela imigração com muito mais tranquilidade e segurança.

Orçamento: quanto custa viajar para a Europa?

O orçamento é um dos pilares mais importantes do planejamento de uma viagem para a Europa e varia conforme o seu perfil.

Para 2026, estima-se que uma viagem de 15 dias custe, em média, a partir de R$ 13.000 a R$ 18.000 por pessoa, considerando um estilo de viagem econômico a moderado.

Esse valor inclui passagens aéreas (que podem ser encontradas entre R$ 3.500 e R$ 5.000 em promoções), seguro viagem obrigatório e os custos diários no destino.

Em termos de gastos cotidianos, é prudente reservar entre 70 € e 120 € por dia. Esse montante cobre alimentação, transporte público e ingressos para atrações.

Destinos no Leste Europeu ou em Portugal e Espanha costumam ser mais acessíveis, permitindo um custo diário menor, enquanto cidades como Paris, Londres e as principais cidades da Suíça exigem um fôlego financeiro maior.

Além disso, lembre-se das "taxas de cidade" cobradas por muitos hotéis europeus, que podem somar um valor considerável ao final da estadia. Para economizar, a regra de ouro é a antecedência.

Reservar passagens e hospedagem com 4 a 6 meses de antecedência garante as melhores tarifas.

Outra estratégia eficaz é utilizar cartões de débito globais, que oferecem IOF reduzido e cotações de câmbio mais favoráveis do que os cartões de crédito convencionais, ajudando a manter o controle do seu planejamento financeiro sem surpresas na fatura ao retornar ao Brasil.

Logística interna: como se locomover entre países?

Uma logística inteligente é o que garante que você gaste menos tempo em deslocamentos e mais tempo aproveitando o destino. (Fonte: Canva)


A escolha do transporte ideal é o que define o ritmo e a fluidez do seu roteiro. A Europa possui uma das malhas ferroviárias mais eficientes do mundo, tornando o trem a opção favorita para trajetos de curta e média distância (até 4 ou 5 horas).

A grande vantagem é a conveniência: as estações costumam ficar no centro das cidades, o que economiza o tempo e o dinheiro que seriam gastos com deslocamentos até aeroportos periféricos.

Além disso, o processo de embarque é muito mais simples, sem as filas rigorosas de segurança e com políticas de bagagem bem mais flexíveis que as das companhias aéreas.

Para distâncias longas ou trechos que envolvem ilhas (como ir de Londres para a Escócia ou de Madrid para Roma), o avião através das companhias low cost costuma ser a solução mais rápida e, muitas vezes, a mais barata.

No entanto, é preciso ficar atento às "taxas escondidas": essas empresas cobram à parte por cada mala despachada e até pela escolha do assento.

Atualmente, com o aumento da conscientização ambiental e novos investimentos em trens noturnos de alta velocidade, viajar sobre trilhos tem se tornado uma experiência ainda mais completa, permitindo que você durma em um país e acorde em outro, economizando uma diária de hotel.

Outra alternativa estratégica para quem viaja com orçamento apertado é o ônibus. Já o aluguel de carro é recomendado principalmente para regiões específicas, como a Toscana na Itália ou a Provence na França, onde o charme está em explorar vilarejos rurais e estradas panorâmicas que o transporte público não alcança.

Independentemente da escolha, a regra para 2026 continua sendo a antecipação: comprar passagens de trem e voos internos com pelo menos 90 dias de antecedência pode reduzir seus custos logísticos pela metade.

Dicas extras: o que mais você precisa saber para a sua viagem à Europa

Explorar a Europa é uma experiência transformadora e indispensável para quem deseja conectar-se com a história, a arte e as raízes da cultura ocidental. (Fonte: Canva)


Além da logística e do roteiro, existem detalhes práticos que podem transformar a sua experiência de viagem.

Utilize a tecnologia a seu favor, como aplicativos de mapas offline e ferramentas de transporte em tempo real para navegar com confiança.

Outra dica é a diversificação financeira. Com o avanço das contas globais e cartões de débito internacionais, você consegue taxas de câmbio muito mais vantajosas que o papel moeda ou cartões de crédito tradicionais.

Lembre-se também de garantir um chip de internet ou eSIM ainda no Brasil para já desembarcar conectado e conseguir solicitar transporte ou acessar reservas imediatamente.

É impossível encerrar o planejamento de sua viagem sem reforçar a importância vital do seguro viagem para a Europa.


Mais do que uma recomendação, ele é uma obrigatoriedade legal na maioria dos países europeus (pertencentes ao Espaço Schengen), que exigem uma cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas.

Estar segurado não serve apenas para cumprir a burocracia da imigração; é a sua garantia de assistência em casos de emergências hospitalares, extravio de bagagem ou atrasos de voo, evitando que imprevistos financeiros arruínem o seu sonho e o seu bolso.

Com todos esses passos, você está mais do que pronto para embarcar rumo ao Velho Continente com segurança e organização.

O planejamento é o que diferencia um turista perdido de um viajante que aproveita cada segundo.

Se você chegou até aqui e ainda tem dúvidas específicas sobre vistos, câmbio ou destinos, não se preocupe: preparamos uma seção de FAQ logo abaixo com as perguntas mais comuns para ajudar você a finalizar os últimos detalhes da sua jornada.