A Ásia é o maior continente do planeta, com mais de 40 países, culturas completamente distintas entre si e paisagens que vão de praias paradisíacas a montanhas cobertas de neve, de metrópoles futuristas a vilarejos onde o tempo parece ter parado há séculos. Para um brasileiro que nunca foi, a sensação ao chegar é quase sempre a mesma: "por que eu demorei tanto para vir?"
Mas antes de embarcar, existem perguntas práticas que precisam de resposta. Quais países exigem visto para brasileiros? Onde não precisa de nenhuma burocracia? Qual a melhor época para cada destino? E o que não pode faltar na mala?
A boa notícia é que boa parte dos destinos mais procurados, como Tailândia, Japão e Malásia, não exige visto para quem tem passaporte brasileiro. Outros, como Vietnã, Indonésia e Índia, têm visto eletrônico simples de solicitar online. E a China, em 2025, está com isenção temporária de visto para brasileiros de até 30 dias.
Se você ainda está decidindo para onde ir, reunimos abaixo os principais destinos e em que parte do continente eles se encontram, para um melhor planejamento. Confira abaixo e boa leitura!
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Sudeste Asiático
O Sudeste Asiático é a porta de entrada da Ásia para a maioria dos brasileiros, e por boas razões: os preços são mais acessíveis do que no Japão ou na Coreia do Sul, a infraestrutura turística é bem desenvolvida, os voos costumam ter boas conexões saindo do Brasil e a combinação de praias.
A cultura, gastronomia e natureza também são difíceis de bater em qualquer outra região do mundo. Os países mais visitados da região por brasileiros são Tailândia, Vietnã, Indonésia, Camboja, Malásia e Singapura, cada um com uma personalidade própria e com possibilidade de combinar dois ou mais em um único roteiro.
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Tailândia
A Tailândia é, disparado, o destino asiático mais procurado por brasileiros. O país tem uma combinação difícil de bater: praias espetaculares, cultura budista presente em cada esquina, gastronomia de rua incrível e uma infraestrutura turística bem desenvolvida que facilita a vida de quem chega pela primeira vez.
Bangkok, a capital, é caótica e fascinante ao mesmo tempo, com templos dourados convivendo com centros de compras modernos e mercados flutuantes que vendem de tudo. Chiang Mai, no norte, tem um ritmo completamente diferente: rodeada de montanhas, abriga mais de 300 templos budistas e é o ponto de partida para trilhas na floresta e visitas a comunidades de tribos locais.
No sul, as praias de Phuket, Krabi e Koh Phi Phi entregam o cartão-postal clássico da Ásia: água turquesa, falésias de calcário e ilhas com beleza praticamente inalterada. Confira o nosso Roteiro de 15 dias na Tailândia!
A melhor época para visitar é de novembro a março, quando o clima é mais seco e as temperaturas ficam entre 25°C e 32°C. De abril a outubro é época de chuvas, com os meses de junho a setembro sendo os mais intensos.
Sobre a documentação: brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias. Desde 2025, o país passou a exigir o preenchimento do TDAC (Thai Digital Arrival Card) antes da chegada. É um formulário digital, gratuito e rápido, mas precisa estar feito antes de embarcar.
O Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela é obrigatório para quem vem do Brasil, pois o país está na lista de risco do governo tailandês. Sem esse comprovante, a entrada pode ser negada. O passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses. Lembre-se do Seguro Viagem para Tailândia!
Vietnã
O Vietnã surpreende quem vai pela primeira vez. É um país que mistura tudo: história, natureza exuberante, uma gastronomia considerada entre as melhores do mundo e uma diversidade de paisagens que vai de cidades cosmopolitas como Hanói e Ho Chi Minh a vilarejos coloniais como Hội An.
A Baía de Ha Long, no nordeste, é uma das imagens mais icônicas do país: mais de 1.600 ilhas e ilhotas de pedra calcária emergindo de águas verde-esmeralda, reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. No sul, Ho Chi Minh pulsa com energia de metrópole, com uma cena gastronômica e cultural muito vibrante.

(Imagem | Reprodução)
O Vietnã tem regiões com climas distintos, então a melhor época varia: de novembro a abril é ideal para o sul e o centro; de abril a outubro funciona melhor para o norte, incluindo Hanói e Ha Long.
Brasileiros também precisam de visto para o Vietnã. A opção mais prática é o e-Visa eletrônico, solicitado online pelo site oficial do governo vietnamita. O e-Visa permite estadias de até 90 dias com entradas múltiplas, custa US$ 25 e o processamento costuma levar de 3 a 5 dias úteis. O passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses.
Indonésia
A Indonésia é um arquipélago de mais de 17.000 ilhas, mas para a maioria dos brasileiros o destino é Bali, e a fama é merecida. A ilha tem uma energia única: templos hinduístas em cada vilarejo, arrozais em terraço que parecem pinturas, praias que variam do surf de Seminyak ao recanto tranquilo de Nusa Penida, e uma cena de restaurantes e cafés que mistura o melhor da cultura local com o cosmopolitismo de um destino internacional.
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Quem tem mais tempo vale combinar com Java, a ilha mais populosa do mundo, onde ficam Yogyakarta, porta de entrada para o templo budista de Borobudur (um dos maiores do mundo), e o vulcão Bromo, com suas paisagens quase lunares ao amanhecer.
A melhor época para visitar é de abril a outubro, que é a estação seca. De novembro a março é época de chuvas, com dezembro e janeiro sendo os mais intensos. Sobre documentação, brasileiros precisam de visto para a Indonésia. A opção mais recomendada é o e-VOA (Visto Eletrônico na Chegada), solicitado online pelo site oficial da imigração indonésia antes da viagem.
Custa US$ 35, tem validade de 30 dias e pode ser prorrogado por mais 30 dias nos escritórios de imigração do país. Também é possível obter o Visa on Arrival diretamente no aeroporto, mas solicitar o e-VOA com antecedência evita filas.
Quem vai a Bali especificamente precisa atenção a dois pontos extras: desde 2024, existe uma taxa turística obrigatória de 150.000 IDR (aproximadamente R$ 50) por pessoa, paga online pelo portal "Love Bali" antes da viagem ou nos balcões do aeroporto.
Além disso, todos os visitantes precisam preencher a Declaração Alfandegária Eletrônica (e-CD) até 3 dias antes do desembarque, gerando um QR Code solicitado na imigração. O Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela também é obrigatório para quem vem do Brasil. Passaporte com validade mínima de 6 meses e pelo menos duas páginas em branco.
Camboja
O Camboja guarda uma das maravilhas arqueológicas do mundo: Angkor Wat, o maior complexo de templos religiosos do planeta, construído no século XII e reconhecido pela UNESCO.

(Imagem | Reprodução)
Siem Reap, a cidade mais próxima do complexo, tem uma infraestrutura turística razoavelmente desenvolvida e é o principal destino dos visitantes. A capital Phnom Penh tem um peso histórico diferente, com museus dedicados ao período do regime Khmer Rouge que fazem parte de uma visita importante para entender o país.
A melhor época para visitar é de novembro a março, na estação seca, com temperaturas entre 25°C e 33°C. Evite abril e maio, os meses mais quentes do ano. Brasileiros precisam de visto, e a opção mais prática é o e-Visa online pelo site oficial, com custo de US$ 36 e prazo de processamento de 3 dias úteis, permitindo estadia de até 30 dias. Também é possível obter o visto na chegada nos principais pontos de entrada, com custo de US$ 30. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Malásia
A Malásia é uma escolha excelente para quem quer combinar cidade, natureza e gastronomia em um único país. Kuala Lumpur, a capital, tem as Torres Petronas, um dos ícones arquitetônicos mais fotografados do mundo, ao lado de uma cena culinária que reflete a mistura de culturas malaia, chinesa e indiana.

(Imagem | Reprodução)
Penang, no norte, é considerada a capital da gastronomia do Sudeste Asiático e tem um dos centros históricos mais bem preservados da região. As ilhas do arquipélago, como Langkawi e Tioman, têm praias de águas claras e natureza praticamente intocada. A Malásia também funciona muito bem como destino intermediário dentro de um roteiro mais amplo pelo Sudeste Asiático.
A melhor época varia conforme a região: a costa oeste (Kuala Lumpur, Penang, Langkawi) tem clima mais favorável de dezembro a abril. A costa leste (Tioman) é melhor de março a outubro.
Uma ótima notícia: brasileiros não precisam de visto para a Malásia em estadias de até 90 dias. Passaporte com validade mínima de 6 meses e comprovante de passagem de saída são os documentos principais.
Singapura
Singapura é um dos países mais organizados e seguros do mundo, e ao mesmo tempo um dos mais caros da Ásia.
É um destino que combina modernidade extrema com raízes culturais profundas: os bairros de Chinatown, Little India e Kampong Glam convivem lado a lado com o famoso Gardens by the Bay, o Marina Bay Sands e uma cena gastronômica que vai dos hawker centres tradicionais a restaurantes com estrelas Michelin.
Singapura também funciona muito bem como hub para roteiros mais longos pelo Sudeste Asiático, dada a conectividade aérea excepcional do aeroporto Changi. O clima é tropical o ano inteiro, com temperaturas entre 25°C e 33°C. A estação mais chuvosa vai de novembro a janeiro, mas as chuvas costumam ser rápidas e não impedem os passeios.
Brasileiros também não precisam de visto para estadias de até 30 dias. É obrigatório preencher o SG Arrival Card digitalmente até 3 dias antes da chegada. O formulário é gratuito e feito online pelo portal da imigração de Singapura. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Laos
O Laos é frequentemente combinado com a Tailândia, especialmente por quem visita o norte tailandês. Após explorar Chiang Mai e Chiang Rai, muitos viajantes cruzam a fronteira e chegam a Luang Prabang, uma das cidades mais encantadoras do Sudeste Asiático.
Patrimônio histórico, templos budistas com séculos de história, monges de túnica laranja pelas ruas ao amanhecer e as famosas Kuang Si Falls, cachoeiras de piscinas naturais de água azul-turquesa na floresta. É um destino que convida a desacelerar, muito diferente do ritmo de Bangkok ou de Bali.
A melhor época para visitar é de novembro a fevereiro, quando o clima é seco e as temperaturas são mais amenas. Evite os meses de monção, de maio a outubro.
Para Laos, brasileiros precisam de visto. O Visa on Arrival está disponível na maioria dos pontos de entrada principais, com custo de US$ 30 a US$ 42 dependendo da nacionalidade. Também há a opção do e-Visa pelo portal laoevisa.gov.la. A estadia permitida é de até 30 dias. Passaporte com validade mínima de 6 meses e duas fotos 3x4 são necessários.
Conheça Laos em nosso guia de viagem!
Ásia Oriental
O lado oriental da Ásia reúne alguns dos destinos mais fascinantes e mais diferentes entre si do continente. Japão, Coreia do Sul e China têm em comum a sofisticação, a mistura entre tradição milenar e modernidade de ponta, e uma cultura que impressiona qualquer ocidental, mas cada um entrega uma experiência completamente distinta.
A região exige um pouco mais de planejamento do que o Sudeste Asiático, tanto pela documentação quanto pelo custo de vida mais elevado em alguns destinos, mas compensa com experiências que ficam para sempre na memória de quem vai.
Japão
O Japão é um dos destinos mais sonhados do mundo. Quem vai entende o porquê logo na primeira hora em solo japonês. É um país que parece funcionar em outra frequência: tudo é pontual, limpo e organizado. Mas ao mesmo tempo é cheio de camadas para descobrir.
Tóquio sozinha já justifica a viagem. É uma metrópole de 14 milhões de pessoas que, milagrosamente, não parece caótica. Os bairros têm personalidades completamente distintas. Shinjuku tem arranha-céus e vida noturna intensa, Harajuku tem moda excêntrica, e Asakusa tem o templo mais antigo da cidade, enquanto Kyoto, a antiga capital imperial, é o contraponto perfeito.
Hiroshima carrega um peso histórico único e uma energia de reconstrução que impressiona qualquer visitante. A melhor época é a primavera (março a maio), com as cerejeiras em flor, ou o outono (setembro a novembro), com a folhagem colorida. A primavera é mais concorrida e cara. Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias.
Passaporte com validade mínima de 6 meses. Vale lembrar que o Japão ainda é bastante dependente de dinheiro físico em estabelecimentos menores. Lembre-se: o planejamento financeiro merece atenção antes de embarcar.
Coreia do Sul
A Coreia do Sul é o único país do mundo que se reinventou completamente em menos de 50 anos, saindo de uma economia destruída pela guerra para se tornar uma das maiores potências culturais e tecnológicas do planeta. Esse contraste aparece em cada esquina de Seul.
O palácio de Gyeongbokgung, construído em 1395, fica a menos de 10 minutos a pé de alguns dos arranha-céus mais modernos da Ásia. Alugar um hanbok (traje tradicional) para visitar o palácio é uma das experiências mais populares entre os visitantes.

Palácio de Gyeongbokgung (Imagem | Reprodução)
A gastronomia coreana é uma das poucas do mundo reconhecida pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial. O kimchi, presente em praticamente todas as refeições, tem mais de 200 variedades diferentes.
Busan, a segunda maior cidade, tem o maior mercado de frutos do mar da Coreia e praias urbanas que funcionam como destino de verão para os próprios coreanos. É uma cidade completamente diferente de Seul e vale muito a visita.
A melhor época é a primavera (abril e maio) ou o outono (setembro e outubro), com clima agradável e paisagens bonitas. O inverno tem neve e estações de esqui, para quem curte esse tipo de programa.
Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias. É necessário preencher o K-ETA antes do embarque, gratuito para brasileiros e com aprovação quase imediata. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
China
A China tem a maior quantidade de Patrimônios da Humanidade da UNESCO do mundo, são mais de 57 sítios reconhecidos. E ainda assim, boa parte do país é completamente desconhecida pelo turismo internacional.
A Grande Muralha tem mais de 21.000 km de extensão, mas a maioria dos turistas visita apenas um pequeno trecho perto de Pequim. A seção de Mutianyu é a mais preservada e a menos lotada, com vistas que justificam qualquer viagem longa.

(Imagem | Reprodução)
Chengdu é a única cidade do mundo onde é possível segurar um panda gigante em um centro de preservação credenciado. A culinária local, o hot pot sichuan, é servido com uma variedade de pimentas que chegam a causar dormência na língua, uma sensação que os chineses chamam de mala.
Desde 2025, brasileiros estão isentos de visto para estadias de até 30 dias. Um ponto essencial: Google, WhatsApp, Instagram e YouTube são bloqueados no país, então contrate uma VPN confiável antes de embarcar. Passaporte também com validade mínima de 6 meses. Leia mais sobre a China!
Ásia do Sul
A Ásia do Sul é uma das regiões mais intensas e recompensadoras de toda a Ásia. É uma área do mundo onde cada país tem uma identidade tão forte que parece um continente à parte.
Índia, Nepal, Sri Lanka e Maldivas são destinos radicalmente diferentes entre si, mas todos com uma capacidade única de surpreender e transformar quem visita.
Índia
A Índia é o único país do mundo com mais de um bilhão de habitantes que ainda preserva milhares de tradições, idiomas e culturas regionais funcionando simultaneamente. São 22 idiomas oficiais e mais de 19.500 dialetos registrados.
O Taj Mahal levou 22 anos para ser construído e envolveu mais de 20.000 trabalhadores. O mármore branco muda de cor ao longo do dia, ficando rosado ao amanhecer, branco ao meio-dia e dourado ao entardecer.
O sul do país é completamente diferente do norte: mais tropical, com templos dravidianos de 60 metros de altura cobertos de esculturas coloridas e os canais de Kerala, navegáveis em houseboats tradicionais chamados kettuvallam.
A melhor época é de outubro a março, quando o clima é mais seco em grande parte do país. O verão, de abril a junho, é extremamente quente.
Brasileiros precisam de visto. O e-Tourist Visa custa entre US$ 25 e US$ 80 dependendo da validade e leva de 3 a 5 dias úteis. O Certificado de Vacinação contra Febre Amarela é obrigatório para quem vem do Brasil. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Nepal
O Nepal tem 8 das 14 montanhas mais altas do mundo, incluindo o Everest. É o único país do planeta com uma bandeira que não é retangular.

(Imagem | Reprodução)
Katmandu tem mais sítios históricos por quilômetro quadrado do que qualquer outra cidade do mundo. O stupa de Boudhanath é um dos maiores do planeta e um ponto de peregrinação budista ativo, com monges circulando ao redor dele o dia inteiro.
O trekking até o Everest Base Camp não exige experiência em alpinismo, apenas boa condição física e aclimatação adequada. A vista do cume do Kala Patthar, a 5.545 metros, com o Everest ao fundo ao nascer do sol, está em praticamente todas as listas de experiências únicas da vida.
Para quem tem menos tempo, o trekking de Poon Hill leva apenas 4 dias e entrega vistas panorâmicas do Annapurna e do Dhaulagiri que rivalizam com qualquer coisa no mundo.
A melhor época para trekking é de outubro a novembro ou de março a maio. A época de monções, de junho a setembro, deve ser evitada para trilhas. Brasileiros precisam de visto, obtido na chegada em Katmandu por US$ 30 para 15 dias ou US$ 50 para 30 dias. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Sri Lanka
O Sri Lanka é uma ilha menor que o estado de Minas Gerais, mas concentra 8 Patrimônios da Humanidade da UNESCO. É uma densidade de história e natureza difícil de encontrar em outro lugar do mundo.
O trem de Kandy a Ella é considerado um dos trajetos ferroviários mais bonitos do planeta. Ele corta plantações de chá por horas, com vistas de vales e montanhas que parecem pintadas.
Sigiriya é uma fortaleza construída no topo de um rochedo de 200 metros no século V. Os afrescos nas paredes da rocha, com figuras femininas pintadas há mais de 1.500 anos, ainda têm cores vivas e são considerados obras-primas da arte asiática.
O Sri Lanka é um dos melhores lugares do mundo para avistar baleias azuis, os maiores animais que já existiram na Terra. As saídas de barco saem da costa sul de novembro a abril.
A melhor época para a costa oeste e o centro é de dezembro a março. Para a costa leste, de maio a setembro.
Brasileiros precisam de visto. O ETA custa US$ 20, é processado praticamente na hora e permite estadia de até 30 dias. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Maldivas
As Maldivas são o país mais baixo do mundo, com altitude média de apenas 1,5 metro acima do nível do mar. Isso torna o arquipélago um dos lugares mais vulneráveis às mudanças climáticas no planeta.
A água do mar nas Maldivas tem uma transparência tão excepcional que é possível ver o fundo a mais de 30 metros de profundidade em vários pontos. O mergulho e o snorkeling estão entre os melhores do mundo.
Existe uma opção muito mais acessível do que os resorts de luxo: ficar nas ilhas habitadas, como Maafushi, onde guesthouses simples custam uma fração do preço e a experiência é igualmente bonita.
As praias de algumas ilhas brilham à noite por causa do fitoplâncton bioluminescente, criando um efeito de estrelas na areia que parece irreal. É um dos fenômenos naturais mais impressionantes do mundo.
A melhor época para visitar Maldivas é de novembro a abril, com mares calmos e céu aberto. Brasileiros não precisam de visto, ele é emitido gratuitamente na chegada com validade de 30 dias. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Ásia Central
A Ásia Central é provavelmente a região menos conhecida pelos brasileiros e também uma das mais surpreendentes. É o coração histórico da Rota da Seda, o maior sistema de rotas comerciais da história humana, que conectava a China ao Mediterrâneo por mais de 7.000 km.
Cidades como Samarcanda e Bukhara eram centros do mundo por séculos. Hoje estão entre os destinos mais subestimados e mais recompensadores para quem quer sair completamente do roteiro convencional.
Uzbequistão
Samarcanda foi uma das cidades mais importantes do mundo entre os séculos IX e XV. O conquistador Tamerlão a escolheu como capital de seu império e trouxe arquitetos e matemáticos de todo o mundo islâmico para construir os monumentos que ainda estão de pé hoje.
A Praça Registan é formada por três madrassas com fachadas cobertas de azulejos azuis, turquesa e dourado que brilham de forma diferente em cada hora do dia. É considerada por muitos arquitetos como um dos conjuntos mais belos já construídos pelo ser humano.

Bukhara foi o centro intelectual do mundo islâmico medieval. O médico e matemático Avicena, cuja obra influenciou a medicina ocidental por séculos, nasceu e estudou aqui.
Khiva é uma cidade murada que parece parada no tempo. Quase toda ela foi construída entre os séculos XVII e XIX e é tão bem preservada que já foi usada como cenário de filmes ambientados na Idade Média.
A melhor época é a primavera (abril e maio) ou o outono (setembro e outubro). Os verões são muito quentes e os invernos bastante frios. Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 30 dias, uma facilidade que pouca gente conhece. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Cazaquistão
O Cazaquistão é o nono maior país do mundo em extensão territorial, maior do que toda a Europa Ocidental. Apesar disso, tem apenas 19 milhões de habitantes, o que resulta em paisagens imensas e praticamente desertas.
O Lago Kaindy foi formado por um terremoto em 1911, que derrubou uma floresta inteira para dentro de uma ravina. As árvores submersas ainda estão de pé, com os troncos emergindo da água turquesa, criando uma das paisagens mais surreais do mundo.
O Charyn Canyon tem formações de arenito vermelho com mais de 150 metros de altura, esculpidas por milhões de anos de erosão. Nos dias com pouca névoa, a luz do fim da tarde tingindo as rochas de laranja é um espetáculo difícil de descrever.
A cultura nômade kazaque ainda sobrevive de forma ativa nas regiões montanhosas. Dormir em uma iurta tradicional e participar de uma refeição com uma família local é uma imersão cultural que poucos brasileiros já tiveram.
Quirguistão
O Quirguistão tem mais de 90% do território coberto por montanhas. É um dos países mais verticais do mundo, com picos que chegam a 7.439 metros de altitude.
O Lago Issyk-Kul é um dos maiores lagos de altitude do mundo e nunca congela, mesmo estando cercado por montanhas cobertas de neve. As tribos nômades que vivem às suas margens no verão ainda montam as iurtas da mesma forma que faziam há mil anos.

O país tem um dos céus noturnos mais limpos da Ásia Central. Sem grandes centros urbanos por perto, as regiões montanhosas oferecem condições excepcionais para observação de estrelas.
A infraestrutura turística ainda é básica em boa parte do país. É um destino para quem valoriza a experiência bruta, com muito contato direto com a natureza e as pessoas locais.
Geórgia
A Geórgia fica na fronteira entre a Europa e a Ásia e aparece com frequência nos roteiros de quem explora a região. É considerada o berço da vinicultura mundial, com evidências de produção de vinho que datam de 8.000 anos atrás.
Tbilisi tem um centro histórico com ruelas de pedra, igrejas medievais e casas com varandas de madeira esculpida suspensas sobre becos. A mistura de influências persas, russas, armênias e europeias criou uma arquitetura que não existe em nenhum outro lugar do mundo.

As montanhas da Grande Caucásia, no norte do país, têm vilarejos medievais com torres de pedra construídas há mais de mil anos. A região de Kazbegi, com o Monte Kazbek coberto de neve ao fundo, é uma das paisagens mais dramáticas da Ásia.
Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 365 dias, isso mesmo, um ano inteiro. É uma das políticas de entrada mais generosas do mundo para o passaporte brasileiro. Passaporte com validade mínima de 6 meses.
Seguro Viagem para a Ásia
Viajar para a Ásia sem seguro viagem é um risco que não vale a pena correr. As distâncias são grandes, os sistemas de saúde variam muito de país para país, e uma emergência médica em destinos como Japão ou Singapura pode custar dezenas de milhares de dólares em um único dia de internação.
Alguns países da região tornam o seguro obrigatório ou fortemente recomendado pelas autoridades locais. A Tailândia, por exemplo, pode exigir comprovante de cobertura na entrada em alguns casos, e o Japão tem um dos sistemas de saúde mais caros do mundo para quem não tem cobertura local.
Além da cobertura médica, vale ficar atento a outros pontos importantes na hora de contratar. Cancelamento de voo, extravio de bagagem, assistência jurídica e cobertura para atividades de aventura, como trekking no Nepal ou mergulho nas Maldivas, são itens que fazem diferença dependendo do roteiro.
Para roteiros que incluem países como Nepal ou Filipinas, onde atividades de altitude e esportes aquáticos são comuns, verifique se o plano cobre resgates em regiões remotas. Alguns seguros básicos excluem esse tipo de ocorrência, e um resgate de helicóptero no Himalaia pode custar mais de US$ 5.000.
A cobertura mínima recomendada para a Ásia é de US$ 30.000 em despesas médicas. Para destinos como Japão, Coreia do Sul e Singapura, onde os custos hospitalares são muito elevados, o ideal é optar por coberturas a partir de US$ 50.000.
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