Guia de Viagem para Grã-Bretanha: Inglaterra, Escócia e País de Gales
Planejar uma viagem para a Grã-Bretanha é descobrir três países com culturas próprias e cenários que marcaram a literatura, o cinema e a história. Inglaterra, Escócia e País de Gales reúnem cidades movimentadas, vilarejos antigos, rotas ferroviárias populares e locais que inspiraram obras como Harry Potter.
Este guia apresenta informações claras para ajudar você a entender a região, organizar o roteiro e circular com confiança pela Grã-Bretanha. Boa leitura!
O que é a Grã-Bretanha e por que ela é diferente do Reino Unido?
A expressão “Grã-Bretanha” é frequentemente usada no contexto de turismo, mas nem sempre as pessoas sabem exatamente a que território ela se refere nem como ela se relaciona com o Reino Unido. Entender essa distinção ajuda a evitar confusões na hora de planejar transporte, documentação ou mesmo conhecer os destinos.
Entenda a composição: Inglaterra, Escócia e País de Gales
A Grã-Bretanha é uma ilha que reúne três “nações-países” constituintes: Inglaterra, Escócia e País de Gales. Essa unidade permite criar roteiros combinados entre as três regiões, com diversidade geográfica, cultural e histórica.
Diferença entre Grã-Bretanha, Reino Unido e Ilhas Britânicas
É comum as pessoas usarem os termos como sinônimos, mas há distinções precisas:
“Grã-Bretanha” refere-se à ilha principal que contém Inglaterra, Escócia e País de Gales.
“Reino Unido” é o país soberano oficialmente denominado United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland, que inclui a ilha de Grã-Bretanha e também a região da Irlanda do Norte.
“Ilhas Britânicas” é um termo geográfico mais amplo, que inclui a Grã-Bretanha, a Irlanda, e várias ilhas menores ao redor.
Quando você planejar a viagem, é relevante saber que “visitar a Grã-Bretanha” normalmente significa percorrer Inglaterra, Escócia e País de Gales, e não necessariamente a Irlanda do Norte.
Quais idiomas e moedas são usados?
Na maior parte dos casos o idioma predominante é o inglês. Porém, cada país da Grã-Bretanha também abriga línguas regionais ou minoritárias reconhecidas: no País de Gales o galês (Welsh) tem status oficial; na Escócia há o gaélico escocês e o escocês (Scots); e em certas regiões da Inglaterra também aparecem línguas celtas como o córnico.
Em relação à moeda, o padrão é a libra esterlina (GBP) usada em Inglaterra, Escócia e País de Gales, sempre organize seu orçamento pensando na conversão e nas taxas bancárias.
Precisa de visto para entrar na Grã-Bretanha?
Se você está planejando sua viagem para a Grã‑Bretanha, é importante esclarecer as exigências de entrada para brasileiros antes de reservar voos ou acomodação. A seguir, detalhamos o que você precisa saber.
Regras de entrada para brasileiros
Cidadãos brasileiros que viajam para turismo ou negócios à Grã-Bretanha estão isentos de visto para estadias curtas. O prazo mais comum para essa isenção é até 180 dias. Mesmo assim, cada entrada é avaliada pelas autoridades no aeroporto ou no porto de entrada, e é necessário cumprir os requisitos de imigração e de permanência conforme as regras vigentes.
Documentos necessários na imigração
Ao chegar à Grã-Bretanha você deve portar:
- Passaporte válido: certifique-se de que a data de validade atende aos requisitos do país de destino.
- Comprovação de meios financeiros para sua estadia.
- Bilhete de retorno ou continuidade da viagem.
- Endereço de hospedagem ou plano de onde estará hospedado.
Em alguns casos, portar seguro viagem ou comprovante de cobertura pode ajudar na imigração, embora não seja um requisito legal de entrada, demonstra planejamento e responsabilidade.
Na prática, as autoridades de fronteira podem solicitar informações para confirmar que você não pretende trabalhar ou permanecer além do período permitido.
Seguro viagem é obrigatório?
Embora não seja legalmente obrigatório entrar na Grã-Bretanha com seguro viagem, contratar uma apólice faz diferença na tranquilidade da viagem. O sistema de saúde pública britânico (NHS) oferece atendimento gratuito para residentes, mas para turistas não-residentes os custos podem ser elevados.
Optar por um seguro com cobertura para emergências médicas, acidentes, extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voo, situações relativamente comuns em roteiros com múltiplos destinos, torna-se uma escolha inteligente. A equipe da Real Seguro Viagem ajuda você a comparar planos, coberturas e preços de diversas seguradoras de forma prática, transparente e com suporte humano em português.
Leia também: O que fazer se precisar de atendimento médico no exterior?
Qual é a melhor época para visitar a Grã-Bretanha?
Decidir quando visitar a Grã-Bretanha envolve considerar clima, eventos culturais, custo da viagem e seu estilo de viagem. A seguir, abordamos cada um desses fatores para ajudá-lo a escolher o momento ideal.
Como é o clima em cada estação?
O clima da Grã-Bretanha pode variar bastante. Durante a primavera (final de março até junho) e o outono (setembro até novembro), o tempo costuma ser mais ameno, com dias menos cheios e preços mais amigáveis.
No verão (junho a agosto) as temperaturas atingem seus picos, com dias longos e chances maiores de céu aberto, porém esse período costuma ser o de maior movimento.
No inverno (novembro a fevereiro) as temperaturas baixam, há mais chuva, os dias têm menos luz solar e algumas atrações podem fechar mais cedo, ainda assim, se viajar nessa época, poderá aproveitar valores menores e paisagens diferentes.
Eventos culturais e festivais para aproveitar
Cada estação traz eventos culturais que podem enriquecer sua viagem pela Grã-Bretanha. Aqui vão alguns destaques que você pode encaixar no seu roteiro.
Primavera (março a maio)
- Edinburgh Science Festival em Edimburgo: normalmente em abril reúne exposições, workshops e shows ligados à ciência e tecnologia.
- Dot To Dot Festival em maio (Bristol, Nottingham): festival de música indie e alternativa, ideal para quem quer curtir cultura musical urbana.
- Cheltenham Festival (corrida equestre) em março: uma experiência típica britânica ligada ao esporte e ao convívio social.
Verão (junho a agosto)
- Glastonbury Festival (Somerset): um dos maiores eventos de música e artes do país, realizado normalmente em junho.
- Isle of Wight Festival (junho): música, acampamento e grande público, ideal para quem quer uma imersão maior na cena de festivais britânica.
- Hebridean Celtic Festival (Julho, nas Ilhas Hébridas, Escócia): foco em música celta, paisagens naturais e atmosfera local mais tranquila.
Outono (setembro a novembro)
- Período ótimo para visitar com menos multidões e para participar de festivais literários ou artísticos, por exemplo o Bradford Literature Festival no norte da Inglaterra, normalmente em junho/julho, mas existem variantes no outono também.
- Caminhadas e festivais da natureza em regiões como País de Gales ou Escócia com o cenário de folhas mudando de cor proporcionam uma experiência mais tranquila e contemplativa.
Inverno (dezembro a fevereiro)
- Mercados de Natal em cidades como Londres, Edimburgo e Cardiff, com iluminação especial, barracas temáticas e atmosfera de festa.
- Festival Up Helly Aa em Shetland (final de janeiro / início de fevereiro) — procissão com tochas e barco-vikings incendiado, típica da Escócia norte-insular.
Qual é a época mais econômica para viajar?
Se o objetivo é economizar, os meses de inverno e início da primavera ou final do outono tendem a oferecer tarifas de voo e hospedagem mais baixas. Já o verão traz maior demanda e preços mais altos. Se você preferir esse período, convém reservar com antecedência e considerar hospedagens fora dos centros turísticos principais. Escolher “ombro de temporada” (por exemplo maio, início de junho ou setembro) é uma boa estratégia para equilibrar clima agradável e menores multidões.
Como montar seu roteiro pela Inglaterra?
Se você está planejando dedicar uma parte da viagem à Inglaterra, vale pensar com atenção no tempo disponível, nas atrações que deseja visitar e na logística de deslocamento entre cidades.
Quantos dias ficar na Inglaterra?
A quantidade de dias ideal depende do seu ritmo e de quantas cidades pretende incluir. Para quem vai passar apenas por Londres, 3 a 4 noites podem dar conta de cobrir o básico. Para explorar além da capital, incluindo cidades como Bath ou Oxford, considere separar de 7 a 10 dias. Fontes de roteiros recomendam cerca de 10 dias para descobrir diversos pontos importantes do país.
Se o tempo for mais apertado, priorize o que mais lhe interessa e evite muitos deslocamentos. Quanto mais tempo disponível, mais confortável será o ritmo da viagem e maior a chance de incluir passeios fora da rota mais comum.
O que fazer em Londres? Principais atrações para incluir
A capital inglesa merece atenção especial e merece reservar pelo menos 2 ou 3 dias para explorar. Entre os destaques para incluir:
- O British Museum (entrada gratuita) para arte e história mundial
- O Buckingham Palace e a troca da guarda para vivenciar o protocolo real
- Um passeio pelo Parliament Square e o Big Ben (mesmo que só externamente)
- Um momento no Hyde Park para descansar ou observar a cidade de outro ângulo
- Considerar uma visita ao Tate Modern ou ao Victoria & Albert Museum para arte e design
Se o roteiro permitir, é interessante reservar meia-manhã ou tarde para um bate-volta nos arredores de Londres, como Windsor ou Greenwich.
Leia também: O que visitar e fazer em Londres? Saiba mais aqui!
Destinos além de Londres: Bath, Oxford, Cambridge, Liverpool e Brighton
Para ampliar o roteiro e conhecer perfis diferentes de cidade inglesa, essas cinco sugestões merecem atenção:
- Bath: reconhecida pelo patrimônio romano e georgiano, ideal para 1 ou 2 noites.
- Oxford: a cidade universitária por excelência, com arquitetura histórica atraente e acessível de trem a partir de Londres.
- Cambridge: similar a Oxford, mas com um clima diferente, ótimo para uma visita de dia inteiro.
- Liverpool: para quem gosta de música (Beatles), cultura urbana e porto histórico, um dos lugares obrigatórios para quem quer fazer um Turismo Musical.
- Brighton: cidade costeira próxima a Londres, refresco junto ao mar e combinação interessante com dias de cidade grande.
Cada destino requer pelo menos meio dia de visita e idealmente uma noite para absorver o ambiente local. Você pode montar o roteiro incluindo um ou dois desses destinos conforme seu tempo e interesse.
Transporte na Inglaterra: como circular entre cidades?
Para se deslocar entre cidades inglesas, o trem é uma das opções mais práticas. O país conta com uma rede ferroviária extensa que conecta Londres aos principais centros regionais. Algumas dicas para organizar:
- Verifique a estação de chegada e saída. Em Londres existem várias estações principais (por exemplo King’s Cross, Paddington) e cada linha ou destino pode utilizar uma diferente.
- Reserve bilhetes com antecedência, especialmente para trechos populares e horários de pico, pois os preços podem subir.
- Alugar carro pode dar flexibilidade ao visitar áreas rurais ou regiões que não são tão bem servidas pelos trens, mas dirigir no lado esquerdo, pegar pedágios ou taxas urbanas (em Londres) e estacionar podem complicar.
- Ônibus intermunicipais ou tours de dia também podem ter valor para trajetos específicos, especialmente para cidades menores ou destinos mais afastados.
- Para dentro de Londres, prefira usar o transporte público (metrô, ônibus, bicicleta de aluguel) e evite carro, pois o tráfego e as tarifas tendem a dificultar.
Ao planejar o transporte, leve em conta o deslocamento entre o aeroporto de chegada, o hotel na capital ou primeira cidade e então os trechos secundários que você pretende visitar. Isso ajuda a manter o ritmo do roteiro adequado e evitar dias cansativos com muitas horas de viagem.
Como ir da Inglaterra para a Escócia?
Se você está planejando seguir da Inglaterra para a Escócia durante sua viagem à Grã-Bretanha, vale conhecer as opções de transporte, o tempo de deslocamento e quando pode valer a pena usar um passe de trem.
Trem, avião ou carro? Comparação para escolher o melhor
- Trem: Viajar de trem entre Londres e Edimburgo é uma alternativa confortável e direta, com paisagens interessantes pelo caminho. Há trens diretos que percorrem os cerca de 533 km entre as duas cidades.
- Avião: Pode levar menos tempo em voo puro (aproximadamente 1h30), mas você precisa considerar o deslocamento até o aeroporto, check-in, controle de segurança e o transporte para o centro da cidade de destino.
- Carro: Dá mais flexibilidade, permite explorar regiões mais remotas ou fazer paradas no caminho, mas exige atenção ao trânsito, pedágios, condições das estradas e local para estacionar.
Para a maioria dos roteiros entre Londres e Edimburgo o trem tende a oferecer o melhor equilíbrio entre conforto, tempo e praticidade.
Quanto tempo leva a viagem Londres–Edimburgo
O percurso de trem entre Londres e Edimburgo requer em média cerca de 4h a 5h30 dependendo do horário, da empresa e do número de paradas. Por exemplo, há trechos que fazem a viagem em aproximadamente 4h5min em condições ideais.
Para planejar bem o dia (e evitar chegar muito tarde), escolha um trem que comece em horário razoável, leve em conta o transporte até a estação de embarque e o tempo de chegada à Escócia.
Quando vale comprar o BritRail Pass
Se você pretende viajar de trem em múltiplos trechos pela Grã-Bretanha (Inglaterra + Escócia + País de Gales) o BritRail Pass pode oferecer bom custo-benefício. Ele permite viagens ilimitadas em rede ferroviária nacional britânica dentro de determinado período de tempo.
Considere usar o passe se:
- Você fará vários trechos de trem dentro da Inglaterra e Escócia durante a viagem.
- Planeja flexibilidade para mudar datas ou horários.
- Reservou com antecedência e quer evitar o aumento de preços em bilhetes isolados.
Se o seu único deslocamento for Londres → Edimburgo e você tiver poucos trechos adicionais, pode valer mais comprar bilhetes avulsos reservando com antecedência.
O que fazer na Escócia: principais roteiros
Agora que você vai entrar na Escócia, é hora de decidir quantos dias ficará, quais cidades visitar e como combinar natureza, história e cultura num só lugar.
Quantos dias ficar na Escócia?
Para ter uma boa experiência, sugerimos reservar pelo menos 3 a 5 dias se sua visita for focada numa ou duas cidades principais, como Edimburgo e arredores. Se quiser explorar regiões mais remotas, como as Highlands ou lagos, idealmente considere 5 a 7 dias ou mais. O ritmo depende do quanto você quer se deslocar e do tipo de viagem que deseja.
Roteiro por Edimburgo
Em Edimburgo vale dedicar 1 a 2 dias para caminhar pela cidade antiga, visitar o castelo de Edimburgo, caminhar pela Royal Mile e passear pela New Town. Aproveite para sentir a atmosfera local, conhecer cafés típicos e fazer uma pausa tranquila.
Se o tempo permitir, inclua excursões aos arredores de Edimburgo ou um bate-volta para vilarejos próximos.
Leia também: Viagem para Escócia: Roteiros, Dicas e Planejamento
Highlands e Lago Ness: como visitar
As Highlands oferecem lindos cenários naturais e momentos de pausa em meio ao verde e à paisagem montanhosa. A região do Loch Ness (Lago Ness) é uma das atrações mais conhecidas. Para incluí-la, reserve 1 ou 2 dias extras e avalie alugar carro ou contratar excursão para ter liberdade de chegada e retorno.
Verifique a logística de transporte público ou trem para regiões menos centrais, algumas têm intervalos maiores entre os serviços.
Glasgow, Inverness e outras cidades para incluir
Se o seu roteiro permitir, visite também Glasgow (cidade com forte vida cultural, museus e música) e Inverness (porta de entrada para as Highlands). Essas cidades ajudam a compor um panorama mais amplo da Escócia urbana e rural.
Ao montar o roteiro, equilibre tempo em “cidade + natureza” para que sua viagem tenha variedade sem se tornar corrida.
O que fazer no País de Gales?
O País de Gales oferece uma combinação de história, natureza e cultura que pode complementar seu roteiro pela Grã-Bretanha de forma memorável. Aqui estão orientações claras para ajudar na inclusão desse destino no seu itinerário.
Quantos dias são suficientes em Gales?
Se o foco for conhecer a capital e fazer um passeio leve por regiões próximas, 2 a 3 dias podem oferecer uma boa mostra do País de Gales.
Se quiser explorar também parques nacionais, castelos históricos e áreas menos acessadas, reservar 4 a 5 dias ou mais permite incluir deslocamentos com calma e absorver o ambiente local.
Leia também: Descubra o País de Gales: História, cultura, turismo e mais!
Cardiff: atrações e passeios
A capital do País de Gales reserva pontos interessantes para visitas como o centro histórico, a baía de Cardiff (Cardiff Bay), museus e uma cena urbana ativa. Dedicar meio-dia ou um dia inteiro a Cardiff permite conhecer o núcleo da cidade e sentir o ritmo local.
Vale visitar o Castelo de Cardiff, caminhar por ruas de pedestres e aproveitar cafés ou restaurantes que servem cozinha típica galesa.
Regiões montanhosas, castelos e parques nacionais
O País de Gales abriga diversos parques nacionais e terrenos naturais protegidos. Snowdonia National Park é uma das principais opções para quem aprecia natureza ampla. O país também possui uma vasta rede de castelos históricos, como Chirk Castle, construído em 1295. Para esse tipo de passeio, considere transporte para fora dos centros urbanos ou mesmo alugar um carro, dependendo de quantos locais deseja visitar.
Como chegar ao País de Gales e circular internamente
Para ingressar ao País de Gales, você pode ir de trem, ônibus ou carro a partir de outras partes da Grã-Bretanha. Internamente, o sistema de transporte público permite acesso a várias áreas, e o site oficial de turismo de Gales oferece mapas e informações sobre ônibus e trens.
Se for visitar locais mais remotos, verificar horários de ônibus locais ou considerar o aluguel de veículo é uma boa prática.
Dica de orçamento útil: se tiver seguro viagem já contratado, mantenha em mãos os detalhes da apólice. Em caso de imprevisto no deslocamento ou em trilhas fora da cidade, esse documento pode dar mais segurança enquanto você resolve qualquer situação.
Como se locomover pela Grã-Bretanha?
Planejar o transporte entre cidades e regiões da Grã-Bretanha ajuda a aproveitar melhor o tempo, evitar perrengues e encaixar tudo no seu cronograma de viagem.
Quando vale a pena usar trem
O transporte ferroviário no Reino Unido oferece ampla cobertura entre grandes centros urbanos. Para trajetos como Londres → Edimburgo ou Londres → Cardiff, o trem costuma oferecer rapidez, conforto e praticidade. Reserve com antecedência para garantir tarifas melhores e bancos contíguos.
Avalie se o passe de trem ou bilhetes avulsos oferecem melhor custo-benefício para o seu roteiro específico.
Dicas para usar ônibus intermunicipais
Os ônibus intermunicipais podem ser mais baratos que o trem em alguns trechos, especialmente em áreas menos centrais ou para destinos de menor porte.
Verifique os horários com antecedência, pois podem haver menos opções em noites ou domingos. Use sites como o Traveline Cymru para planejar rotas no País de Gales por ônibus.
Alugar carro na Grã-Bretanha vale a pena?
Alugar carro dá mais liberdade, especialmente em regiões rurais, parques nacionais ou para visitar vilarejos fora das rotas mais comuns.
Porém, dirigir na mão inglesa, entender as normas de estacionamento e custos de pedágio ou “congestion charge” em Londres exige preparo. Em centros urbanos maiores, o carro pode representar mais transtornos que benefícios.
Aplicativos de transporte que ajudam no dia a dia
No dia a dia das grandes cidades, apps de metrô, ônibus e transporte compartilhado são ferramentas práticas. Em Londres, o uso de Oyster Card ou Contactless Payment no metrô ou ônibus torna o deslocamento rápido. Para táxis ou serviços de rideshare, cheque a cobertura local e estime os valores antes de cada trajeto.
Quanto custa viajar para a Grã-Bretanha?
Planejar o orçamento da sua viagem para Inglaterra, Escócia e Gales ajuda a evitar surpresas. A seguir, veja estimativas por tipo de viagem, além de dicas para economizar sem abrir mão da experiência.
Gastos médios por dia na Inglaterra, Escócia e Gales
Para ter uma base, viajantes com orçamento reduzido gastam em torno de US$ 92 (≈ £ 70) por dia por pessoa no Reino Unido, considerando hospedagem econômica, transporte público e alimentação mais simples.
Se o padrão for intermediário, a estimativa sobe para cerca de £ 180 por dia para acomodação confortável, refeições fora e transporte entre cidades.
Em Londres, especificamente, turistas com estilo modesto podem gastar entre £ 70-100 por dia, enquanto uma viagem mais confortável requer cerca de £ 150-200 ou mais.
Alimentação, passeios e hospedagem: quanto reservar
Hospedagem em cidades grandes como Londres tende a ser o maior custo. Em acomodação econômica ou hostels, pode começar em torno de £40-80 por noite.
Refeições em pubs ou cafés simples custam menos que restaurantes sofisticados. Por exemplo, refeições completas em um restaurante médio podem custar cerca de £ 30-35 por pessoa.
Atrações turísticas variam: muitos museus oferecem entrada gratuita, mas passeios especiais ou plataformas de observação podem custar mais.
Para transporte, o uso de passes urbanos ou bilhetes antecipados ajuda a reduzir gastos. Por exemplo, no metrô de Londres o sistema Oyster Card ou pagamento com cartão contactless ajuda a limitar os custos.
Dicas para economizar sem comprometer a experiência
- Prefira viajar em “ombro de temporada” (primavera ou outono) para evitar picos de preço.
- Reserve hospedagem e transporte com antecedência. Bilhetes de trem ou ônibus intermunicipais saem mais em conta se comprados cedo.
- Aproveite atrações gratuitas: museus, parques e muitos passeios ao ar livre são acessíveis gratuitamente.
- Faça refeições em cafés locais ou mercados em vez de restaurantes caros todos os dias.
- Avalie o custo-benefício dos deslocamentos. Em alguns casos ficar em uma base e fazer bate-voltas pode sair mais barato que trocar de cidade a cada noite.
É seguro viajar pela Grã-Bretanha?
Sim, a Grã-Bretanha é, de modo geral, um destino seguro para turistas. Ainda assim, prestar atenção a algumas práticas ajuda a manter a segurança durante toda a viagem.
Segurança nas grandes cidades (Londres, Edimburgo, Cardiff)
Cidades como Londres, Edimburgo e Cardiff recebem milhões de visitantes e têm boa infraestrutura turística. Em Edimburgo o nível de segurança para visitantes é considerado alto durante o dia. Ainda assim, em áreas centrais movimentadas ou metrôs é recomendável manter atenção: evitar bagagem visível, evitar caminhar sozinho em ruas pouco iluminadas à noite e utilizar transporte público ou táxi confiável.
Demonstrativos públicos ou manifestações podem ocorrer nas grandes cidades. A recomendação é manter-se informado e evitar grupos ou ruas bloqueadas.
Golpes comuns e como evitá-los
Turistas podem ser alvo de furtos, distrações ou golpes direcionados. Exemplos incluem ladrões que aproveitam ao redor de escadas rolantes ou trens lotados, ou pessoas que se aproximam pedindo ajuda e acabam distraindo você com outros cúmplices.
Para se proteger:
- Mantenha carteira, celular e documentos bem guardados.
- Não aceite ajuda de estranhos de modo espontâneo. Se for ajudar, esteja consciente do ambiente.
- Evite usar caixas eletrônicos em locais isolados.
- Prefira serviços de táxi oficiais ou apps reconhecidos.
- Em caso de furto, comunique-o à polícia e, se for o caso, ao seguro viagem.
A importância do seguro viagem para imprevistos
Mesmo em destinos considerados seguros, situações inesperadas podem acontecer como extravio de bagagem, atrasos de voos, necessidade de atendimento médico ou algum acidente leve durante um passeio. No Reino Unido, turistas não têm acesso amplo ao sistema público de saúde e os custos particulares podem ser altos.
Contratar um seguro viagem com boa cobertura médica e assistência adequada ajuda a lidar com esses cenários de forma prática. Na Real Seguro Viagem você compara planos de seguradoras de maneira simples, entende as diferenças entre coberturas e recebe suporte humano em português para escolher a proteção mais adequada ao seu perfil e ao seu roteiro!
Como usar o seguro viagem na Grã-Bretanha?
Entender como o seguro viagem funciona e incluí-lo no seu planejamento ajuda a deixar a viagem mais tranquila e organizada. Veja a seguir como aproveitar essa proteção de forma prática durante a sua estadia na Grã-Bretanha.
Para que ele serve durante a viagem
O seguro viagem oferece cobertura para emergências médicas, hospitalização, acidentes, extravio de bagagem, atrasos ou cancelamentos de voo, e repatriação se necessário.
No contexto da Grã-Bretanha essa proteção assume maior relevância porque os custos de saúde para turistas podem ser elevados e imprevistos acontecem. Ter um plano confiável ajuda a permanecer protegido enquanto você aproveita a viagem.
Situações em que o seguro costuma ser acionado na Grã-Bretanha
Alguns exemplos de situações em que o seguro pode entrar em ação:
- Doença ou acidente inesperado durante o roteiro e necessidade de atendimento médico.
- Cancelamento ou atraso de voo que causa prejuízo ou perda de conexão.
- Bagagem extraviada ou danificada em aeroportos ou durante transportes entre cidades.
- Retorno antecipado por motivo grave de saúde ou incidente com pessoa próxima.
Antes da partida, verifique claramente quais coberturas estão incluídas, quais atividades estão excluídas, e se há necessidade de informar condições preexistentes.
Como comparar planos pelo Real Seguro Viagem
Para escolher um plano de seguro viagem adequado para a Grã-Bretanha com o apoio da Real Seguro Viagem, você pode seguir estes passos:
- Acesse o site da Real Seguro Viagem e insira destino, datas e perfil (idade, cobertura desejada).
- Compare as seguradoras, com opções de valor, cobertura e atendimento em português.
- Confira os detalhes de cobertura: valor máximo para saúde, cobertura de bagagem, cancelamento de viagem, repatriação e demais cláusulas específicas.
- Verifique se há exclusões ou atividades que não estão cobertas (por exemplo esportes de aventura ou condução de veículo alugado).
- Certifique-se de contratar o seguro antes de iniciar a viagem ou logo após a reserva, pois algumas apólices exigem início antecipado para cobrir o cancelamento.
- Guarde os contatos da seguradora, apólice e seu comprovante digital ou impresso para emergências durante a viagem.
Com essas etapas você garante que o seguro seja uma aliada tangível do seu roteiro pela Grã-Bretanha, e não uma formalidade esquecida.
No nosso vídeo do YouTube, mostramos passo a passo de como comparar os planos no site da Real Seguro Viagem e o que levar em consideração antes de contratar!
O que levar na mala para a Grã-Bretanha?
Preparar a mala levando em conta o clima, o ritmo da viagem e possíveis imprevistos ajuda a reduzir o estresse e deixa tudo mais leve ao longo do roteiro. Veja orientações úteis sobre o que incluir.
Roupas essenciais por estação
- No inverno e outono: roupas em camadas, casaco impermeável, agasalhos, luvas, gorro e cachecol.
- Na primavera e verão: camisas de manga curta e longa, calças confortáveis, casaco leve para noites ou dias nublados. Mesmo no verão o tempo pode ter chuva ou vento.
- Em todas as estações: calçados confortáveis para caminhada, roupa própria para chuva leve, mochila ou bolsa prática para o dia.
Itens que facilitam no dia a dia
- Guarda-chuva pequeno ou capa de chuva leve: o clima britânico pode surpreender mesmo em dias aparentemente bons
- Adaptador de tomada
- Mochila ou bolsa para uso diário com compartimento seguro para documentos, celular e carteira
- Cartão de crédito e débito internacional, bastante usado
- Foto ou cópia dos documentos e da apólice de seguro viagem guardados digitalmente ou impressos
- Remédios de uso pessoal com prescrição se houver, e seguro viagem com cobertura médica para eventualidades
Adaptadores de tomada e eletrônicos
Na Grã-Bretanha as tomadas são do tipo “G” (três pinos retangulares). Levar adaptador adequado evita ficar sem carregar dispositivos no destino. Verifique se seus aparelhos aceitam a voltagem local (normalmente 230 V) antes de conectar.
Carregar um power-bank ajuda para longas caminhadas ou deslocamentos de trem e ônibus. Também pode ser útil ter um cabo extra para celular ou câmera.
Lembre-se de que em metrôs, trens e pontos de ônibus pode haver menos tomadas disponíveis ou tomadas reservadas para funcionários.
Roteiro sugerido para conhecer Inglaterra, Escócia e Gales
A seguir você encontra três opções de roteiro para a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales). Escolha a duração que melhor combina com seu tempo disponível e acrescente o seguro viagem para garantir tranquilidade desde o planejamento.
Roteiro de 7 dias
- Dia 1: Chegada em Londres, acomodação e primeiro passeio leve pela cidade.
- Dia 2: Exploração de Londres: Buckingham Palace, Westminster, museus gratuitos.
- Dia 3: Viagem de trem para Edimburgo (ou voo curto), check-in e passeio no centro histórico.
- Dia 4: Edimburgo: Castle, Royal Mile, panorama da cidade.
- Dia 5: Viagem para o País de Gales (Cardiff) ou retorno à Inglaterra com paradas em vilarejos.
- Dia 6: Cardiff: cidade, baía, castelo, ou região próxima de Gales.
- Dia 7: Retorno a Londres e voo de volta ao Brasil ou próxima etapa da viagem.
Essa versão reduzida exige um ritmo mais acelerado, com menos tempo em cada local. Sugere-se priorizar os pontos que mais lhe interessam e manter deslocamentos eficientes.
Roteiro de 10 dias
- Dias 1-3: Londres com calma: inclua museus, parques, possivelmente um bate-volta próximo.
- Dias 4-6: Viagem para Edimburgo via trem ou voo, com estadia em Edimburgo e uma incursão às Highlands ou arredores.
- Dias 7-8: Deslocamento para o País de Gales ou outro destino histórico/regional: explorar Cardiff e/ou parques nacionais.
- Dias 9-10: Retorno à Inglaterra, visitas finais em Londres ou arredores, compras, relaxamento antes da partida.
Este roteiro permite redução de ritmo e maior tempo para absorver cada local.
Roteiro de 14 dias
- Dias 1-4: Londres + arredores (como Bath ou Oxford).
- Dias 5-8: Escócia aprofundada: Edimburgo, Highlands, talvez Inverness ou Lagos.
- Dias 9-10: Mais Escócia ou deslocamento para Gales.
- Dias 11-13: País de Gales: Cardiff, praias, trilhas costeiras, castelos.
- Dia 14: Retorno à Inglaterra, relaxamento, última noite em Londres, voo de retorno.
Com 14 dias você consegue uma experiência mais rica e variada, com deslocamentos bem distribuídos e menos correria.
A viagem para a Grã-Bretanha fica mais leve quando você tem um roteiro claro e proteção adequada. Os exemplos acima mostram caminhos possíveis para explorar Inglaterra, Escócia e País de Gales de acordo com o tempo disponível. Para seguir tranquilo e evitar surpresas no orçamento, comparar planos de seguradoras ajuda a escolher uma cobertura alinhada ao seu perfil e ao tipo de roteiro que pretende fazer.
Na Real Seguro Viagem você faz essa comparação com transparência, recebe suporte humano em português e ainda conta com o WhatsApp da equipe para tirar dúvidas durante o processo. Depois da contratação, o Web App SEU facilita o acesso à apólice, aos contatos da seguradora e ao passo a passo para acionar a assistência sempre que precisar.
Quando quiser definir o seu plano, basta iniciar a cotação ou conversar com nossos especialistas pelo WhatsApp. Boa viagem e que sua experiência pela Grã-Bretanha seja segura, fluida e cheia de boas lembranças!