EES: o que é e como funciona o novo sistema de entrada e saída
O EES, sigla para Entry/Exit System, é o novo sistema europeu de registro digital de entrada e saída de viajantes, e já está em pleno funcionamento desde 10 de abril de 2026. Ele substitui o carimbo físico no passaporte por um registro biométrico automático, feito em quiosques na própria fronteira.
Se você está planejando uma viagem para a Europa em 2026, é importante entender como esse sistema funciona antes de chegar no aeroporto. A mudança afeta todo turista brasileiro que entra no Espaço Schengen com um seguro viagem internacional, mesmo sem exigir nenhuma ação extra por parte do viajante.
Neste guia da Real, você vai entender o que é o EES, em que ele se diferencia do ETIAS e o que esperar do processo na prática, incluindo o cenário atual de filas em alguns aeroportos. Assim você chega mais preparado para o novo controle de fronteira.
O que é o EES e como ele funciona
O EES mudou a forma como a Europa controla a entrada e a saída de turistas nas fronteiras externas do bloco. Entender o funcionamento desse sistema vai te ajudar a chegar mais tranquilo na hora de embarcar.
Como funciona o registro biométrico
Como dissemos, EES é a sigla para Entry/Exit System, batizado em português como Sistema de Entrada e Saída. Trata-se de um sistema automatizado que registra digitalmente a entrada e a saída de cidadãos de fora da União Europeia nas fronteiras externas do bloco.
Antes do EES, o processo de imigração dependia do carimbo físico no passaporte para marcar a data de entrada e saída do viajante. Agora, esses dados ficam registrados eletronicamente, junto com informações biométricas coletadas na própria fronteira.
Na prática, o viajante passa por um quiosque de autoatendimento ou por um balcão com agente, onde são coletados dados como nome, número do passaporte, data de nascimento e informações biométricas. As informações biométricas incluem imagem facial e, na maioria dos casos, impressões digitais.
Da verificação manual para o controle automático
Esse registro permite que as autoridades europeias verifiquem automaticamente se um viajante ultrapassou o limite de permanência autorizado. Antes, essa verificação dependia da contagem manual dos carimbos no passaporte, o que abria margem para erros e fraudes.
O sistema entrou em operação de forma gradual a partir de outubro de 2025, começando por alguns aeroportos e postos de fronteira selecionados. Desde 10 de abril de 2026, segundo a Comissão Europeia, o EES está em pleno funcionamento em todos os países que adotam o sistema.
Zoom-Out: Vale reforçar que o EES não cria nenhuma exigência nova de documentação. Ele apenas digitaliza um processo que já existia, tornando o controle de fronteira mais rápido para quem viaja com frequência e mais preciso para as autoridades europeias.
EES x ETIAS: qual a diferença
Um dos maiores pontos de confusão entre viajantes é a diferença entre EES e ETIAS, dois sistemas europeus lançados quase juntos, mas com funções bem diferentes. Para deixar isso claro, organizamos uma comparação direta entre os dois.
Como cada sistema funciona na prática
O EES funciona no momento em que você cruza a fronteira, registrando sua entrada e saída de forma automática. Já o ETIAS precisa ser solicitado antes da viagem, de forma parecida com o ESTA usado para os Estados Unidos.
Outra diferença importante está na função de cada sistema. O EES serve para controlar o tempo de permanência dentro do limite de 90 dias, enquanto o ETIAS faz uma checagem de segurança prévia sobre o viajante antes mesmo do embarque.
Os dois sistemas vão coexistir
Vale lembrar que os dois sistemas se complementam, sem que um substitua o outro. Quando o ETIAS entrar totalmente em vigor, o viajante vai precisar da autorização prévia e também vai passar pelo registro biométrico do EES na chegada.
Por enquanto, apenas o EES está em vigor, então o viajante só precisa se preocupar com o registro biométrico na fronteira. O ETIAS ainda vai passar por um período de transição antes de se tornar obrigatório para todos os países participantes.
Entender essa diferença evita confusão na hora de se preparar para a viagem. Cada sistema tem uma função específica dentro do controle de fronteiras da União Europeia, e conhecer as duas evita surpresas desagradáveis no aeroporto.
Quais países usam o EES
Nem todo país da Europa aplica o EES da mesma forma, e conhecer essa lista evita dúvidas na hora de planejar o roteiro. Alguns detalhes sobre quem está dentro e quem fica fora do sistema merecem atenção.
Os 29 países que aplicam o sistema
O EES está em vigor em 29 países europeus, praticamente toda a área que compõe o Espaço Schengen mais alguns parceiros próximos. A lista inclui todos os países membros da União Europeia, com duas exceções específicas.
Irlanda e Chipre não participam do EES, mesmo sendo membros da União Europeia, porque mantêm regras próprias de controle de fronteira, com carimbo manual no passaporte ainda em uso. Isso significa que uma viagem só para esses dois países não passa pelo mesmo processo biométrico descrito neste guia.
Por outro lado, o sistema também vale para quatro países que não fazem parte da União Europeia, mas integram o Espaço Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Quem visita esses destinos passa pelo mesmo registro biométrico que os demais países do bloco.
Quem está isento do registro
Cidadãos da própria União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça ficam de fora do EES, já que o sistema foi criado para monitorar apenas visitantes de países terceiros. Isso inclui o Brasil, então todo turista brasileiro passa pelo registro na entrada e na saída.
Também estão isentos de parte do processo os titulares de vistos de longa duração e de autorizações de residência em algum país do bloco, já que essas categorias seguem outras regras de controle. Crianças com menos de doze anos, por sua vez, não precisam registrar as impressões digitais.
Antes de organizar o roteiro, vale conferir se todos os países do seu itinerário fazem parte do sistema, principalmente em viagens que combinam múltiplos destinos europeus. Assim, você consegue entender em quais fronteiras o registro biométrico será feito.
O que muda na prática: filas, quiosques e o cenário atual
Para quem nunca passou pelo EES, vale entender como o processo funciona por dentro antes de embarcar. Além do novo formato de atendimento, também é importante saber o que esperar das filas neste momento inicial do sistema.
O novo processo no balcão de imigração
No dia a dia do aeroporto, a principal mudança está na forma como o controle de fronteira acontece. Em vez do agente carimbar o passaporte manualmente, o viajante passa por um quiosque de autoatendimento ou por um balcão onde os dados biométricos são coletados.
Na primeira passagem pelo sistema, o processo tende a ser um pouco mais demorado, porque é necessário cadastrar as informações biométricas completas do viajante. Nas viagens seguintes, o reconhecimento costuma ser mais rápido, já que os dados básicos já estão registrados no sistema.
O cenário atual de filas nos aeroportos
Segundo reportagem da imprensa internacional publicada em julho de 2026, aeroportos europeus enfrentam filas bem maiores do que o esperado nesse início de operação plena do EES. O presidente da associação europeia de aeroportos chegou a alertar sobre o volume de passageiros parados nos horários de pico, com destaque para grandes hubs como o aeroporto de Frankfurt, na Alemanha.
Esse cenário tende a se repetir principalmente durante a alta temporada de verão, quando o volume de viajantes já é naturalmente maior. Aeroportos com grande fluxo de conexões, como os principais hubs europeus, correm mais risco de atrasos nesse período.
A boa notícia é que a tendência é de melhora conforme o sistema amadurece e os aeroportos ajustam a quantidade de quiosques e funcionários disponíveis. Ainda assim, vale se programar com folga enquanto essa adaptação acontece.
Quem vai desembarcar em um país do EES pela primeira vez deve reservar mais tempo do que o habitual para a etapa de imigração. Esse cuidado extra evita que um voo de conexão apertado vire um problema real de logística.
Como se preparar para não ser pego de surpresa
Um pouco de planejamento evita boa parte dos problemas que aparecem com o novo sistema de fronteira. As dicas a seguir ajudam tanto antes do embarque quanto durante a conexão na Europa.
Antes de embarcar
Chegar no aeroporto com uma boa margem de tempo é a recomendação mais importante para quem vai enfrentar o EES pela primeira vez. Voos internacionais já pedem chegada com antecedência, e esse cuidado fica ainda mais importante agora.
Para quem tem voos de conexão dentro da Europa, o ideal é escolher itinerários com pelo menos três horas de intervalo entre os voos. Um roteiro como o de Itália e Espanha, por exemplo, costuma incluir pelo menos uma conexão dentro do continente, então vale esse cuidado extra.
Ter todos os documentos organizados também acelera o processo no quiosque de autoatendimento. Passaporte, comprovante de hospedagem e passagem de volta devem estar à mão, já que alguns pontos de controle ainda pedem essas informações complementares.
Na hora da conexão e do desembarque
Levar impressos ou salvos no celular os documentos da viagem, incluindo a apólice do seguro viagem, evita contratempos caso o wifi do aeroporto não funcione bem. Ter esse material offline é uma prática simples que faz diferença em momentos de imprevisto.
Acompanhar canais oficiais de notícias sobre o EES antes de viajar também ajuda a chegar mais preparado, especialmente próximo à alta temporada europeia. Informações sobre quais aeroportos estão enfrentando mais filas podem influenciar a escolha do horário de chegada no destino.
Por fim, vale lembrar que atrasos causados pelo EES são um risco real neste momento de adaptação do sistema. Ter um seguro viagem com boa cobertura para imprevistos de voo ajuda a reduzir o impacto financeiro caso a conexão seja perdida.
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Agora que você já sabe o que é o EES Europa e como ele funciona, o próximo passo do seu planejamento é garantir um seguro viagem Europa que cubra bem os imprevistos dessa fase de adaptação nas fronteiras europeias. A Real Seguro Viagem ajuda você a encontrar a cobertura certa para isso.
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Se o seu roteiro passa por vários países do Espaço Schengen, vale revisar também as regras de permanência antes de fechar as datas da viagem. Ficar dentro do limite de 90 dias evita qualquer problema no registro do EES.
Para se preparar melhor sobre a documentação exigida na entrada da Europa, confira também nosso guia sobre países sem visto para brasileiros. Ele traz o passo a passo completo do processo de imigração.
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O processo é simples: basta informar o destino, as datas da viagem e a idade dos viajantes para receber uma lista completa de opções. Todo o processo acontece de forma online, com suporte em português em todas as etapas.
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