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Por Real Seguro Viagem • Real Seguro Viagem em 12/10/26 às 00:00.

Táxi aéreo elétrico pode ligar São Paulo a Guarulhos em 12 minutos

Uma aeronave elétrica poderá levar passageiros da Zona Sul de São Paulo até o Aeroporto de Guarulhos em cerca de 12 minutos, trajeto que hoje leva de uma a duas horas de carro. A projeção foi apresentada pela Eve Air Mobility, empresa do grupo Embraer, em reunião no Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, no dia 21 de setembro de 2026.

O chamado carro voador ainda não tem data certa para começar, preço definido nem aeronave certificada. Mas a reunião mostrou que governo, agência reguladora e controle do espaço aéreo já discutem como esse tipo de voo vai funcionar no Brasil.

O que foi anunciado sobre o táxi aéreo elétrico em SP

O que se sabe até agora. Quem: Eve Air Mobility, do grupo Embraer, com apresentações da Revo e da Hitachi Energy. Onde: Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília. Quando: 21 de setembro de 2026. Projeção: da Zona Sul de São Paulo até Guarulhos em cerca de 12 minutos. Início: voos comerciais previstos para 2028, depois da certificação da aeronave. Preço: ainda não definido.

A reunião foi organizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e reuniu a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), a ANAC e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Também participaram representantes de outros ministérios, da Anatel e da ANTT.

A Eve usou um exemplo que fala direto com quem vive em São Paulo: sair da Zona Sul e chegar a Guarulhos em cerca de 12 minutos. De carro, o mesmo trajeto pode levar de uma a duas horas, conforme o trânsito nas marginais e nas rodovias que levam até o terminal.

A Revo, que pretende operar as aeronaves na capital paulista, e a Hitachi Energy, que atua com infraestrutura elétrica, também fizeram apresentações. A presença de uma empresa de energia na mesa mostra que a recarga das aeronaves é uma das peças que ainda precisam ser resolvidas.


Pelo cenário apresentado, os primeiros voos comerciais devem acontecer em 2028, depois da certificação da aeronave. A Eve também projetou que o mundo pode ter mais de 30 mil eVTOLs em operação até 2045.

Para quem viaja com frequência, a notícia não muda nada no curto prazo. Ainda vai ser preciso sair de casa com folga para não perder o voo em Guarulhos, como mostramos mais abaixo.

O que a reunião deixa claro é que o assunto saiu do campo das promessas de empresa. Agora, governo e órgãos reguladores discutem regras, espaço aéreo e infraestrutura para que o serviço funcione.

Para o leitor, isso abre perguntas práticas: quando vai dar para usar, quanto vai custar e se é seguro. As próximas seções respondem cada uma delas, com o que já se sabe e o que ainda está em aberto.

Como funciona um eVTOL

A sigla eVTOL vem do inglês e significa aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical. Ela sobe e desce como um helicóptero, mas usa motores elétricos e várias hélices menores no lugar de um rotor grande.

Apesar do apelido, o eVTOL não é carro: não circula em ruas e só pousa em áreas preparadas para isso. O termo carro voador pegou porque a proposta é fazer viagens curtas dentro da cidade, como um táxi.

O modelo da Eve tem oito hélices para decolar e pousar na vertical, uma hélice traseira para avançar e asas que sustentam a aeronave em voo de cruzeiro. A cabine leva quatro passageiros e um piloto.

(Imagem | Reprodução)


A autonomia anunciada pela empresa fica perto de 100 quilômetros por carga, o suficiente para trajetos urbanos e entre cidades próximas. Na apresentação feita no ministério, a Eve citou ruído abaixo de 60 decibéis em cruzeiro e nenhuma emissão local de poluentes.

O protótipo fez o primeiro voo em dezembro de 2025, em Gavião Peixoto, no interior paulista, sem ninguém a bordo. Em agosto de 2026, completou o primeiro voo de transição, em testes nos Estados Unidos.

A transição é o momento em que a aeronave deixa o voo vertical e passa a voar para frente, e é considerada uma das fases mais delicadas do projeto. É nela que o eVTOL da Embraer prova que consegue sair do modo helicóptero e voar como avião.

Esses testes fazem parte da preparação para a certificação, etapa obrigatória antes de qualquer passageiro embarcar. Sem o aval da ANAC, nenhuma aeronave pode transportar pessoas no Brasil.

Quem vai operar e quais rotas estão em estudo

A operadora mais adiantada em São Paulo é a Revo, empresa que faz voos compartilhados de helicóptero na cidade desde 2023. Ela é controlada pelo grupo português OHI e tem contrato para comprar até 50 unidades do eVTOL da Embraer.

O acordo foi anunciado em 2025, no Salão Aeronáutico de Paris, com valor de US$ 250 milhões. A ideia da Revo é trocar gradualmente parte dos voos de helicóptero por aeronaves elétricas, mais silenciosas e mais baratas de operar.

Hoje, a Revo faz cerca de 20 operações diárias de helicóptero em São Paulo. O trajeto entre o centro expandido e Guarulhos está no topo da lista de rotas estudadas para os eVTOLs.

Segundo o CEO da Revo, João Welsh, em entrevista para o InfoMoney, as rotas em estudo também ligam polos de negócios como Avenida Paulista, Faria Lima, Berrini e Alphaville. Ligações com Campinas e São José dos Campos estão em análise, mas são consideradas mais complexas.

Congonhas também aparece nos planos citados pela empresa à imprensa. Para o viajante, isso pode significar, no futuro, conexões rápidas entre os dois principais aeroportos da Grande São Paulo.

A cidade tem uma vantagem para esse tipo de serviço: cerca de 260 helipontos, mais de 400 helicópteros e perto de 2 mil operações aéreas por dia, segundo a AutoData. Parte dessa estrutura pode ser adaptada para receber eVTOLs, o que encurta a implantação.

Mesmo com essa base, os helipontos atuais não foram feitos para recarregar aeronaves elétricas. Adaptar a rede elétrica dos prédios é um dos desafios mais citados pelo setor.

Quando começa e o que ainda falta

No cenário mais otimista, divulgado pela Revo em maio de 2026, os voos começariam no último trimestre de 2027. A apresentação da Eve no ministério, em setembro, já fala em 2028 para as primeiras operações comerciais, depois da certificação.

Essa diferença de datas é comum em projetos de aviação e mostra que o cronograma depende de etapas fora do controle das empresas. São quatro frentes principais: certificação, espaço aéreo, vertiportos e recarga.

A primeira é a certificação da aeronave pela ANAC. A agência publicou os critérios de aeronavegabilidade para esse tipo de aeronave em 2024 e decidiu revisar o documento para alinhar as regras com as da FAA, a autoridade de aviação dos Estados Unidos.

A segunda é o espaço aéreo, sob responsabilidade do Decea. Os eVTOLs vão dividir o céu de São Paulo com helicópteros, aviões de Congonhas e Guarulhos e drones, e precisam de rotas e regras de tráfego próprias.

A terceira são os vertiportos, as áreas de pouso e decolagem com sala de embarque, segurança e combate a incêndio. Eles podem ficar no topo de prédios ou em terrenos próprios, e cada um precisa de autorização para funcionar.

A quarta é a recarga. Cada vertiporto vai precisar de carregadores de alta potência e de uma rede elétrica capaz de abastecer várias aeronaves por dia, tema da apresentação da Hitachi Energy no ministério.

Com tudo isso, a previsão mais realista é que o primeiro passageiro embarque entre o fim de 2027 e 2028, em poucas rotas no começo. Para quem tem viagem marcada nos próximos meses, a ida a Guarulhos continua sendo por terra ou de helicóptero.

Quanto deve custar a viagem até Guarulhos

O preço do táxi aéreo elétrico ainda não foi definido. A melhor referência hoje é o helicóptero compartilhado da Revo, que cobrava R$ 2.750 por passageiro no trajeto até Guarulhos, valor citado em julho de 2026.

O próprio CEO da Revo afirmou que, no começo, o preço do eVTOL não deve ficar muito longe do valor cobrado pelo helicóptero. As primeiras aeronaves são caras, as rotas são poucas e a estrutura de recarga exige investimento alto.

A redução de custo tende a vir com o tempo. Segundo a InvestNews, a energia elétrica pode custar até 90% menos que o combustível de aviação, e a manutenção de motores elétricos é mais simples.

Para comparar: o fretamento de um helicóptero inteiro em São Paulo varia de R$ 25 mil a R$ 200 mil, conforme o tamanho da aeronave. O voo compartilhado, em que cada passageiro paga o próprio assento, é o modelo que deve ser usado pelos eVTOLs.

Ou seja, o táxi aéreo elétrico deve nascer como um serviço para executivos e viajantes com orçamento alto. A popularização, se vier, depende de mais aeronaves, mais rotas e mais concorrência.

Para a maioria dos viajantes, a conta continua sendo entre trem, ônibus e carro por aplicativo. A tabela da próxima seção mostra quanto custa e quanto tempo leva cada opção hoje.

Como chegar no Aeroporto de Guarulhos hoje

Enquanto o eVTOL não decola, há quatro formas principais de chegar a Guarulhos saindo da capital. A escolha depende do horário do voo, do volume de bagagem e de quanto você quer gastar.

O trem é a opção mais barata e não enfrenta trânsito. A Linha 13-Jade da CPTM chega à estação Aeroporto-Guarulhos, e o Expresso Aeroporto sai das estações Luz e Palmeiras-Barra Funda de hora em hora, sem tarifa extra além dos R$ 5,40 da passagem.

A novidade de 2026 é o people mover, um trem automático elevado de 2,7 quilômetros que liga a estação da CPTM até os três terminais. Ele foi liberado para todos os passageiros em 20 de fevereiro de 2026, é gratuito e deixou mais rápida a ligação entre o trem e o check-in.

O ônibus executivo da EMTU, o Airport Bus Service, sai de Congonhas, da Avenida Paulista, do Terminal Barra Funda e do Terminal Tietê. A tarifa cheia passou para R$ 68,05 em 2026, com promoções frequentes, e os veículos têm poltronas reclináveis, wi-fi e tomadas.

Carro, táxi e aplicativo são os mais práticos para quem leva muita bagagem, mas também os mais imprevisíveis. Nos horários de pico, o trajeto pode chegar a duas horas, e o valor da corrida sobe com a tarifa dinâmica.

Para voos internacionais, as companhias aéreas recomendam chegar com pelo menos três horas de antecedência. Somando o deslocamento, quem sai da Zona Sul no fim da tarde precisa reservar até cinco horas entre sair de casa e decolar.

Chegar em cima da hora por causa do trânsito é um dos erros mais comuns na hora de embarcar. A biometria em aeroportos agiliza a passagem pelo embarque, mas não compensa uma chegada atrasada.

Quem chega com folga pode esperar o voo com mais conforto, e o guia sobre como acessar a sala VIP do aeroporto mostra as opções em Guarulhos. Informações de terminais, voos e serviços ficam no site oficial do Aeroporto de Guarulhos.

A CPTM também opera o Expresso Turístico, com passeios de trem que saem da capital nos fins de semana. É um programa diferente para quem tem tempo livre em São Paulo antes ou depois de uma viagem.

Segurança e seguro: o que protege o passageiro

Toda aeronave que transporta passageiros no Brasil precisa ter o seguro RETA, de Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo. Ele está previsto no Código Brasileiro de Aeronáutica e deve valer também para os eVTOLs, quando começarem a operar.

O RETA cobre danos ligados à operação da aeronave, como acidentes que atinjam passageiros, tripulantes, bagagens e pessoas em terra. É um seguro contratado pela empresa, com regras definidas pela ANAC e pelo Conselho Nacional de Seguros Privados, o mesmo sistema que define as regras do seguro viagem.

Ele não substitui o seguro viagem. O RETA responde por problemas da aeronave; já o seguro viagem cobre imprevistos da sua viagem, como despesas médicas, bagagem extraviada e atraso de voo, conforme o plano contratado.

O seguro viagem começa a valer na data de início escolhida na contratação, sem carência para quem compra antes de sair do Brasil, e acompanha você durante toda a viagem, de acordo com as condições gerais. O melhor momento para contratar, então, é logo depois de comprar a passagem.

E se o trânsito fizer você perder o voo? Em geral, o seguro viagem não cobre o voo perdido por atraso do próprio passageiro, como um engarrafamento na estrada para Guarulhos, e a regra exata aparece nas condições gerais de cada plano.

Nesses casos, quem resolve é a companhia aérea, com remarcação ou cobrança de taxa conforme a tarifa comprada, tema das nossas dúvidas sobre passagens aéreas. Já quando o atraso é culpa da empresa, os direitos dos viajantes de avião garantem assistência e reacomodação.

Essas regras mudaram em 2026: a ANAC aprovou aviso digital obrigatório e novas regras de indenização, como explica o texto sobre voo atrasado e as novas regras da ANAC. A agência também passou a permitir que passageiro indisciplinado fique até 12 meses sem voar, segundo a nova regra da ANAC.

Quando o atraso é da companhia, alguns planos de seguro viagem também pagam alimentação e hospedagem enquanto você espera, como mostra o texto sobre atraso, cancelamento e perda de voo, dentro dos limites da apólice. É mais uma camada de proteção, que funciona junto com os direitos garantidos pela ANAC.

Seguro viagem para quem embarca em Guarulhos

Guarulhos é a principal porta de saída do Brasil para voos internacionais, e o seguro viagem acompanha você desde a data de início da apólice. Na Real, você compara planos de várias seguradoras para viagens nacionais e internacionais em uma única tela.

Para quem mora na capital, a página de seguro viagem em São Paulo reúne opções para quem embarca em Guarulhos ou Congonhas. E quem vem visitar a cidade encontra planos no seguro viagem para São Paulo.

Para viagens internacionais, o seguro viagem internacional cobre despesas médicas, bagagem e atraso de voo, conforme o plano escolhido. Destinos como os Estados Unidos pedem atenção extra, porque uma consulta por lá pode custar centenas de dólares.

Empresas que mandam funcionários com frequência para fora usam a cotação para organizar a gestão de viagens corporativas. E quem embarca a trabalho encontra dicas para aproveitar viagens a trabalho no nosso blog.

A cotação é gratuita e leva poucos minutos: basta informar destino, datas e idade dos viajantes. O atendimento é em português, antes e depois da compra.

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