Cotar seguro viagem
Por Joao Paulo Brasil • Real Seguro Viagem em 12/06/26 às 06:00.

9 países que exigem seguro viagem obrigatório (lista 2026)

A palavra obrigatório tem mais de um sentido quando o assunto é seguro viagem. Confundir esses sentidos é o que faz o viajante ser barrado na imigração.

Respondendo de imediato: sim, vários países exigem seguro viagem para liberar a entrada. Os principais são Cuba, Catar, Venezuela, Arábia Saudita e cinco destinos do Espaço Schengen: França, Espanha, Itália, Portugal e Alemanha.

A diferença está no modo como a regra é aplicada. Em alguns lugares o seguro é condição do visto, em outros é requisito de fronteira, e em outros vem embutido na autorização de entrada, cada caso com uma cobertura mínima própria.

A seguir, você vê a base legal de cada exigência e os pontos que importam ao ler uma apólice. Assim, contrata o plano certo e evita uma cobertura que falha na fronteira.

O que "seguro obrigatório" significa para quem viaja

Quando um país diz que o seguro viagem é obrigatório, ele pode estar falando de três situações diferentes. Entender qual delas se aplica ao seu destino evita surpresa no balcão.

  1. A primeira é o seguro como condição de visto. Nesse caso, sem a apólice anexada você nem consegue protocolar o pedido, como acontece no visto Schengen e no eVisa saudita.
  2. A segunda é o seguro como requisito de fronteira. Aqui você entra sem visto, mas o agente de imigração pode pedir a apólice no desembarque, o que é o caso de Cuba e do Catar.
  3. A terceira é o seguro embutido na autorização de entrada. Alguns países já incluem uma cobertura básica no preço do visto eletrônico, como a Arábia Saudita faz hoje.

O ponto que mais confunde brasileiros é a fronteira. Ser isento de visto não significa estar dispensado do seguro, porque são duas exigências separadas que convivem.

A consequência de ignorar isso é dura. Dependendo do país, você pode ser barrado, obrigado a comprar uma cobertura local mais cara ou até deportado, como prevê a regra saudita.

Por isso, antes do preço, confira duas coisas: o tipo de exigência do destino e a cobertura mínima imposta. É o que destrinchamos a seguir.

Como ler a apólice do seguro viagem antes de viajar

Saber o valor mínimo é o básico. O que realmente protege o viajante é entender o que está escrito na apólice, e aqui vão os termos que importam.

No Brasil, o seguro viagem é regulado pela SUSEP, pela Circular SUSEP nº 667/2022 e pela Resolução CNSP nº 439/2022. Isso garante direitos claros para o consumidor, diferente de uma simples assistência sem respaldo.

A cobertura central é a DMH, sigla para despesas médicas e hospitalares, chamada de DMHO quando inclui a parte odontológica. Ela cobre acidente ou enfermidade súbita e aguda durante a viagem, limitada pelo capital segurado contratado.

Preste atenção em como esse capital é estruturado. Há planos com cobertura por evento e planos com cobertura agregada, e essa diferença muda o quanto você tem disponível de fato.

Olhe também a franquia e a carência. A franquia do seguro viagem é a parte que fica por sua conta em cada uso, e a Europa, por exemplo, exige apólice sem franquia para despesas médicas.

Verifique a forma de atendimento. Na rede referenciada você é atendido sem pagar nada na hora, enquanto no reembolso você paga primeiro e recebe depois, mediante documentos.

Por fim, confira as coberturas de regresso. Repatriação médica é o seu retorno por motivo de saúde, e o traslado de corpo é o transporte em caso de falecimento, ambos pedidos por vários países.

Guarde ainda a carta da apólice, que é o documento que comprova a cobertura. Para o visto Schengen, ela precisa citar os 30 mil euros e a repatriação, de preferência em inglês ou no idioma do consulado.

Os 9 países que exigem seguro viagem (e a dica para cada um)

A regra muda conforme o destino, mas a proteção certa cabe em qualquer roteiro. (Imagem: Reprodução)

Para cada país abaixo você vê a cobertura mínima, como a exigência é aplicada e uma dica direta. Os valores de cobertura mudam com frequência e seguem as regras oficiais de cada destino, então confirme cada um na fonte oficial antes de publicar.

Os valores aparecem em dólar ou em euro, conforme a regra de cada país. Contrate o capital na moeda certa, para não ficar abaixo do piso na conversão.

Um lembrete serve para os cinco destinos europeus da lista: a regra dos 30 mil euros do Espaço Schengen, prevista no Código de Vistos da União Europeia, exige repatriação e apólice sem franquia. A isenção de visto do brasileiro não dispensa esse seguro.

Leve a apólice impressa e em PDF, com coberturas e datas visíveis, porque é assim que a imigração confere.

1. Cuba

Pioneira na exigência, Cuba cobra seguro de todo estrangeiro desde maio de 2010.

2. Catar

O Catar exige seguro de quem entra e sai do aeroporto, inclusive em conexões por Doha. 

3. Venezuela

A Venezuela tem a exigência mais detalhada da América do Sul, com coberturas nomeadas.

4. Arábia Saudita

Na Arábia Saudita, o seguro vem embutido no eVisa de turismo.

5. França

A França segue a regra comum do Espaço Schengen, com piso de 30 mil euros.

6. Espanha

A Espanha aplica o mesmo piso de 30 mil euros do bloco Schengen.

7. Itália

A Itália exige os 30 mil euros e mantém um acordo de saúde com o Brasil.

8. Portugal

Portugal é a porta de entrada favorita de muitos brasileiros na Europa.

9. Alemanha

A Alemanha fecha a lista com a mesma regra de 30 mil euros do Espaço Schengen.

ETIAS e EES: por que o seguro continua obrigatório em 2026

O seguro viagem continua obrigatório na Europa em 2026, mesmo com os novos sistemas de fronteira. ETIAS e EES controlam a entrada do viajante, não cobrem despesas médicas.

O EES é o sistema de entrada e saída, que registra o viajante por biometria e substitui o carimbo no passaporte. Sua implantação já começou e está em fase de conclusão.

O ETIAS é a autorização eletrônica de viagem que brasileiros precisarão para entrar nos países Schengen sem visto. A previsão oficial é de início no último trimestre de 2026. 

A taxa do ETIAS, anunciada inicialmente em 7 euros, pode ser maior na entrada em operação. Confirme o valor atual no site oficial da União Europeia antes de publicar.

O erro comum é achar que o ETIAS substitui o seguro. Ele autoriza a sua entrada, e o seguro cobre as suas despesas médicas. Um não cobre o papel do outro.

Com os dois sistemas em vigor, o viajante reúne três itens para a Europa: a autorização ETIAS, o registro no EES feito na fronteira e o seguro viagem com os 30 mil euros.

O seguro, porém, segue obrigatório independentemente desses sistemas.

Doenças preexistentes: o que a SUSEP e o STJ garantem

A regra brasileira protege o viajante com doença preexistente de um jeito que muita gente desconhece.

Pela Circular SUSEP nº 667/2022, o seguro internacional deve cobrir a estabilização de uma crise causada por doença preexistente ou crônica. A condição é que o quadro vire uma emergência ou urgência durante a viagem.

Há ainda uma proteção extra na mesma norma. Se a seguradora não exige a declaração pessoal de saúde, ela não pode excluir doenças preexistentes da cobertura.

Esse entendimento conversa com a Súmula 609 do STJ. Por ela, a seguradora não pode negar indenização por doença preexistente se não exigiu exame ou declaração prévia do segurado.

Isso muda a sua escolha de plano. Quem tem condição crônica deve ler a cláusula de preexistência e, de preferência, contratar uma cobertura específica mais alta.

A dica é simples. Declare a sua condição com honestidade e confirme o limite de cobertura para doença preexistente antes de fechar a apólice.

Seguro viagem x assistência: a diferença que protege o seu bolso

Cotar antes de viajar mostra, lado a lado, os planos que cumprem a exigência de cada país. (Imagem: Reprodução)

Muita oferta no mercado mistura dois produtos diferentes. Saber distinguir um do outro evita frustração na hora de acionar.

O seguro viagem é regulado pela SUSEP e garante uma indenização, com capital segurado e regras contratuais claras. Ele assegura a proteção formal de um contrato de seguro, com direitos definidos.

A assistência viagem, sozinha, é uma prestação de serviços, sem o mesmo respaldo de capital segurado. Ela pode ser ótima, mas não substitui o seguro quando um país exige indenização mínima.

Na hora de cumprir uma exigência de fronteira, é o seguro que conta. A apólice precisa mostrar o capital segurado em despesas médicas que o destino pede.

Os bons planos do mercado unem as duas coisas. Você tem o seguro regulado, com o capital exigido, e a assistência que organiza atendimento, remoção e orientação 24 horas.

Por isso, na cotação, confirme que o produto é um seguro de fato. Verifique o capital segurado de DMH e as coberturas de cada plano antes de decidir.

Outros destinos que pedem ou recomendam seguro

Além dos 9 da lista, outros destinos entram no radar. Alguns exigem em situações específicas, outros recomendam com força.

A leitura de mercado é clara. Quando o destino não obriga, ele quase sempre recomenda, porque o risco financeiro de uma emergência não some.

Por isso, trate o seguro como item de viagem em qualquer destino. Ele protege o bolso dentro e fora da lista de obrigatoriedade.

Erros que barram o viajante mesmo com seguro contratado

Contratar o seguro não é o fim da história. Alguns erros derrubam o viajante mesmo com a apólice paga.

  1. O primeiro é comprar capital abaixo do mínimo. Uma cobertura de 20 mil euros não atende a regra de 30 mil da Europa, por exemplo.
  2. O segundo é confundir as moedas. Muitos planos mostram o valor em dólar, e o viajante acha que cobre os 30 mil euros quando, na conversão, fica abaixo do piso.
  3. O terceiro é ignorar a franquia. Para a Europa, uma apólice com franquia na parte médica pode ser recusada na conferência.
  4. O quarto é não levar o comprovante. Sem o documento em mãos, impresso e em PDF, a imigração pode não validar a entrada.
  5. O quinto é esquecer das datas. A cobertura precisa valer desde o primeiro até o último dia da viagem, sem deixar pontas de fora.

Faça sua cotação de seguro viagem na Real Seguro Viagem

Você viu que seguro viagem obrigatório não se resume a um valor em uma lista. É cobertura certa, base legal e uma apólice que resiste à conferência da imigração.

Na Real Seguro Viagem, você compara as principais seguradoras do mercado em uma única busca. Informa destino e datas e vê os planos que atendem a exigência de cada país.

Nosso comparador de seguro viagem filtra as opções por capital de DMH, repatriação e demais coberturas. Assim, você não compra um plano abaixo do mínimo por engano.

Todas as seguradoras parceiras são reguladas pela SUSEP, de modo a garantir o respaldo de um contrato de seguro de verdade, e não só de uma assistência avulsa.

A contratação leva poucos minutos e a apólice chega no seu e-mail, pronta para a fronteira. Você embarca com a cobertura exata que o destino pede.

Faça agora a sua cotação na Real Seguro Viagem e entre em qualquer país sem preocupação.