O que fazer na República Tcheca: guia completo para brasileiros
A República Tcheca tem o dom de parecer irreal. Castelos medievais intactos, cidades com ruas de paralelepípedos onde o tempo parece ter parado, cerveja mais barata do que água e uma capital que muitos consideram a mais bonita da Europa. É o tipo de destino que você visita achando que vai ficar três dias e começa a planejar a volta antes de chegar ao aeroporto de retorno.
Para os brasileiros, a República Tcheca — ou Chéquia, como prefere ser chamada oficialmente — tem se consolidado como um dos destinos mais procurados no Leste Europeu, especialmente por quem faz roteiros pela região combinando com Hungria, Polônia, Eslováquia e Áustria. Preços mais acessíveis do que a Europa Ocidental, arquitetura de tirar o fôlego e uma infraestrutura turística madura tornam o país uma escolha cada vez mais frequente.
Neste guia completo você vai encontrar tudo: onde fica a República Tcheca, qual é a moeda, o que fazer em Praga e no interior do país, a melhor época para visitar, quanto custa, como se locomover, o que comer, e o seguro viagem, que é obrigatório para entrar no país.
Onde fica a República Tcheca
A República Tcheca compartilha fronteiras com a Alemanha, Áustria, Polônia e Eslováquia. Está no coração geográfico da Europa, o que a torna um destino estratégico para quem quer fazer um roteiro pelo Leste Europeu, de Praga, você chega a Viena de trem em menos de quatro horas, e a Budapeste em menos de seis.
O país tem cerca de 78.000 km² e pouco mais de 10 milhões de habitantes. A capital Praga está entre as cidades mais requisitadas pelos turistas, até mesmo para aqueles viajantes que buscam as famosas capitais como Paris, Roma e Londres.
Capital da República Tcheca: Praga
Conhecida como a "Cidade das Cem Cúpulas", Praga impressiona o visitante desde o primeiro instante por reunir uma grande quantidade de monumentos e construções de valor arquitetônico incomensurável. Um verdadeiro e belo museu a céu aberto.
Praga é uma das cidades mais antigas e mais bem preservadas da Europa. Essa história começa no século IX, quando a cidade surgiu nas margens do rio Moldava e se tornou a sede dos reis da Boêmia. Durante o Império Romano-Germânico, Praga se consolidou como um importante centro político e cultural.
Hoje é uma metrópole vibrante de 1,3 milhão de habitantes que combina patrimônio medieval impecável com vida noturna efervescente, gastronomia em evolução e uma cena cultural rica. A boa notícia é que os preços em Praga são mais baixos do que outros países europeus que estão na zona do Euro, e a possibilidade de fazer quase tudo a pé é um dos grandes atrativos da capital Tcheca.
O que fazer em Praga: os pontos imperdíveis
Castelo de Praga
O Castelo de Praga é muito mais do que um castelo em si, é uma cidade dentro de Praga! Ele tem 70 mil metros quadrados de construção e é considerado o maior castelo do planeta. Reserve pelo menos de três a cinco horas do seu dia para explorar.
O castelo abrigou ninguém menos do que os reis da Boêmia, imperadores romanos sagrados e presidentes da Tchecoslováquia e da República Tcheca. Igrejas e sinagogas belíssimas e cheias de história também estão pelos quatro cantos da cidade, entre elas a gótica catedral de São Vitus, no castelo de Praga.
O ingresso para o complexo completo custa em torno de 350 CZK (cerca de €14). Vale contratar o guia de áudio para aproveitar melhor os detalhes históricos de cada parte do castelo.
Ponte Carlos
A Ponte Carlos — Karlův Most ou Charles Bridge — é a ponte mais antiga da República Tcheca e o lugar mais procurado da cidade. A icônica ponte encanta os visitantes com suas estátuas centenárias e vistas do Rio Moldava, tornando-a um local perfeito para uma caminhada tranquila e fotografia.
Dica essencial: vá cedo. A Ponte Carlos de manhã cedo, antes das 8h, tem poucos turistas e uma luz fotográfica incomparável. Depois das 10h, fica consideravelmente mais movimentada.
Praça da Cidade Velha e Relógio Astronômico
A Praça da Cidade Velha é onde o icônico Relógio Astronômico toca a cada hora, cercado por uma arquitetura gótica e barroca deslumbrante. O Relógio Astronômico foi construído em 1410 e é um dos relógios medievais ainda em funcionamento mais antigos do mundo. A cada hora cheia, figuras mecânicas desfilam pelas janelas — e a multidão que para para assistir aumenta conforme o dia avança.
Malá Strana — o Bairro Pequeno
Em Malá Strana — do outro lado da Ponte Carlos, sob o cênico rio Vltava — o visitante começa a subida em direção ao suntuoso castelo. O bairro é um dos mais charmosos de Praga, com palacetes barrocos, jardins escondidos, cafés intimistas e a famosa Rua Nerudova, que sobe sinuosa em direção ao castelo. É um dos melhores percursos a pé da cidade.
Josefov — o Bairro Judeu
Em Josefov, o bairro Judeu, não perca a chance de conhecer toda a história dos judeus de Praga e explorar sinagogas como a Velha-Nova — a mais antiga da Europa — e a Pinkas, cujas paredes contêm os nomes de 80 mil judeus vítimas do Holocausto. O bairro tem um peso histórico profundo e uma beleza arquitetônica delicada. O ingresso para o complexo de sinagogas e cemitério custa em torno de 500 CZK (€20).
Praça Venceslau
Com 750 metros de comprimento e 60 metros de largura, a Praça Venceslau é uma das maiores praças da Europa. Pela grandeza, pelos seus restaurantes, bares, lojas e hotéis, ela se parece mais com uma avenida do que com uma praça. A praça também é de grande importância histórica: as manifestações da Revolução de Veludo e o anúncio do fim do comunismo na República Tcheca aconteceram ali, em novembro de 1989.
Torre da Pólvora
A Torre da Pólvora é outro dos símbolos de Praga e uma das entradas para a Cidade Velha. A torre gótica do século XV foi restaurada no século XIX e hoje é um dos cartões-postais mais fotografados da cidade. O ingresso custa em torno de 150 CZK (€6) e a vista do topo vale o esforço.
A Casa Dançante
Um dos edifícios mais modernos e icônicos de Praga, projetado pelo arquiteto tcheco-canadense Frank Gehry e pelo croata Vlado Milunić e inaugurado em 1996. O apelido "Casa Dançante" vem da forma ondulada dos dois volumes do edifício, que parecem uma dupla dançando. Contrasta radicalmente com a arquitetura histórica ao redor — e é exatamente por isso que encanta.
O busto de Franz Kafka
Uma das esculturas mais únicas do mundo: o busto de Franz Kafka, obra do escultor David Černý, é uma cabeça gigante de metal que gira e se reorganiza em espiral. Fica no Quadrio Shopping Center, na Praça Venceslau, e é uma referência obrigatória para os admiradores do escritor que nasceu em Praga em 1883.
Passeio de barco pelo Rio Moldava
Existem diversas empresas que oferecem passeios de barco em Praga. O Jazz Boat oferece um serviço diferenciado com apresentações musicais e um cardápio completo de diversão à bordo. Um passeio de barco pelo Rio Moldava com o Castelo de Praga ao fundo é uma das experiências mais memoráveis da cidade.
Marionetes de Praga
Desde o século XVIII, as marionetes são uma tradição na República Tcheca. Estão por todos os lados, nas lojas, nas feirinhas, na Ponte Carlos e nos teatros, onde são apresentadas peças, inclusive óperas que encantam adultos e crianças. A arte de marionetes tcheca tem uma tradição centenária valorizada pela UNESCO, que a inscreveu na lista do Patrimônio Cultural Imaterial.
Roteiro sugerido em Praga: 3 dias
Dia 1 — Cidade Velha e Josefov: Comece cedo na Ponte Carlos (antes das 8h para evitar multidão), siga para a Praça da Cidade Velha para ver o Relógio Astronômico, explore o Bairro Judeu à tarde. Jantar num restaurante típico com guláš e cerveja local.
Dia 2 — Castelo e Malá Strana: Reserve a manhã inteira para o Castelo de Praga (chegue cedo para evitar filas). À tarde, desça pela Rua Nerudova até Malá Strana, explore os jardins escondidos e a Igreja de São Nicolau. Fim de tarde no Parque e Torre Petřín com vista panorâmica da cidade.
Dia 3 — Bate-volta ou Nova Cidade: Escolha entre um bate-volta a Český Krumlov ou Kutná Hora, ou explore a Nova Cidade (Nové Město) com a Praça Venceslau, a Casa Dançante e o busto de Kafka. À noite, assistir a uma peça de marionetes é uma experiência única.
Veja o nosso guia completo de Praga!
Além de Praga: o que fazer no interior da República Tcheca
Český Krumlov
A segunda cidade mais visitada do país e uma das mais fotogênicas da Europa. Situada no sul da Boêmia, é uma cidade de conto de fadas medieval — seu centro histórico está inteiramente classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O castelo fica sobre uma rocha numa curva fechada do Rio Vltava e a vista do alto é simplesmente impressionante. Fica a 3 horas de Praga de ônibus ou carro.
Kutná Hora
A 1 hora de Praga, Kutná Hora é uma excelente opção de bate-volta com dois atrativos únicos: a Catedral de Santa Bárbara, joia do gótico tardio, e o Ossuário de Sedlec — a famosa "Igreja de Ossos" onde os ossos de aproximadamente 40 mil pessoas foram usados para decorar o interior da chapel, criando candelabros, brasões e ornamentos macabros e fascinantes. Não para qualquer viajante, mas inesquecível para quem vai.
Plzeň — o berço da cerveja Pilsner
Para os amantes de cerveja, Plzeň é uma peregrinação obrigatória. É aqui que nasceu a Pilsner Urquell, em 1842, e a cervejaria histórica oferece tours completos com degustação diretamente das barricas de madeira nos porões medievais. Fica a 1h20 de Praga de trem.
Olomouc
A joia escondida da Morávia — uma cidade universitária com uma praça histórica monumental, a Coluna da Santíssima Trindade (Patrimônio da Humanidade) e uma vida cultural rica. Muito menos turística do que Praga, com preços significativamente menores. Para quem gosta de destinos autênticos fora do circuito principal, Olomouc é uma revelação.
Karlovy Vary
A cidade termal da Boêmia Ocidental, conhecida por suas fontes de água quente e arquitetura Art Nouveau pastel. O Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, um dos mais importantes da Europa Central, acontece todo julho. As fontes termais são públicas e gratuitas, os locais caminham pela cidade bebendo água mineral diretamente dos bebedouros históricos.
Qual a moeda da República Tcheca?
A moeda é a Coroa Tcheca (CZK). A taxa de câmbio é de aproximadamente 1 EUR = 25 CZK. Apesar de ser membro da União Europeia, a República Tcheca não adotou o Euro como moeda — o que, para os turistas, significa preços geralmente mais acessíveis do que nos países da zona do Euro.
Na prática: a capital Tcheca agrada ainda mais seus visitantes, já que seus preços são mais baixos do que outros países europeus que estão na zona do Euro. Uma cerveja num bar local custa em média 50 a 70 CZK (€2 a €3). Um prato principal num restaurante de médio padrão custa entre 200 e 350 CZK (€8 a €14). Em muitos lugares, a cerveja custa menos que a água.
O custo médio diário para turismo médio é de €50 a €80 por pessoa, incluindo hospedagem, alimentação e passeios. Para um viajante econômico, é possível se virar muito bem com €40 por dia.
Para pagar: cartões de crédito são amplamente aceitos em Praga. Para cidades menores e mercados locais, leve algum dinheiro em Coronas, troque nos bancos ou caixas eletrônicos, evitando as casas de câmbio turísticas próximas à Ponte Carlos, que costumam ter taxas abusivas.
Qual a melhor época para ir à República Tcheca?
A primavera (abril e maio) ou o outono (setembro e outubro) são os melhores períodos, quando os preços estão mais em conta e a temperatura mais moderada.
Veja um resumo completo por estação:
Primavera (abril a junho): a melhor época para a maioria dos viajantes. Temperatura entre 10°C e 20°C, flores nos jardins do castelo, menos turistas que no verão. Maio é especialmente bonito.
Verão (julho a setembro): a temperatura no verão varia de 18°C a 24°C, ideal para quem não gosta de frio. Mas é a alta temporada — Praga fica muito movimentada e os preços sobem. Se for no verão, reserve com bastante antecedência.
Outono (setembro e outubro): segunda melhor opção. Folhagem dourada, temperatura agradável, movimento menor que no verão. Setembro ainda tem bom tempo.
Inverno (novembro a março): se sua viagem for no inverno, a temperatura pode chegar à mínima de -5°C. Praga coberta de neve é extraordinariamente bonita, e os mercados de Natal (novembro a dezembro) são um espetáculo. Para quem gosta de frio intenso e atmosfera natalina, é a época mais encantadora — e mais barata.
A República Tcheca é um país seguro para viajar?
A República Tcheca é um país muito seguro, com baixos índices de criminalidade. Praga é uma cidade segura para o turista, mas a dica é ficar atento a bolsas, carteiras e itens como câmera fotográfica e celulares ao visitar áreas muito turísticas e/ou movimentadas.
Os principais riscos para turistas são furtos de oportunidade em áreas de alta concentração turística, especialmente na Ponte Carlos, na Praça da Cidade Velha e no transporte público. Use mochilas fechadas na frente do corpo em locais movimentados e evite exibir objetos de valor desnecessariamente.
Como chegar à República Tcheca
O principal aeroporto é o Aeroporto Internacional Václav Havel (PRG), em Praga. Você pode voar para o Aeroporto Václav Havel de Praga, que é bem conectado às principais cidades do mundo. Do aeroporto, você pode pegar um ônibus, táxi ou shuttle para o centro da cidade.
Do Brasil, o caminho mais comum é fazer conexão em Lisboa, Frankfurt, Amsterdam ou Paris. Companhias como Lufthansa, TAP, Air France e KLM operam com conexões frequentes para Praga.
Para quem já está na Europa, o trem é excelente. A estação central de trem de Praga, Hlavní Nádraží, é um centro para viagens nacionais e internacionais. De Viena, o trem leva menos de 4 horas. De Budapeste, cerca de 6h30. De Berlim, cerca de 4 horas. E de Cracóvia, cerca de 7 horas, ideal para roteiros combinando República Tcheca, Polônia, Hungria e Eslováquia.
Como se locomover em Praga e no país
O transporte urbano de Praga é composto pela rede de bondes (tram), ônibus e três linhas de metrô (linhas A verde, B amarela, C vermelha). O sistema é confortável, eficiente e bem organizado.
Para turistas, o bilhete de transporte integrado de 24 horas custa em torno de 120 CZK (€5) e cobre metrô, bonde e ônibus. O de 3 dias sai por 330 CZK (€13). O transporte público de Praga é considerado um dos melhores da Europa.
Mas a melhor forma de explorar o centro histórico de Praga ainda é a pé. A capital tcheca tem inúmeras atrações turísticas para conhecer, quase tudo a pé.
Para o interior do país, os trens conectam Praga às principais cidades tchecas com regularidade e conforto. Os ingressos podem ser comprados nos sites da Regiojet e Czech Railways (ČD).
Gastronomia tcheca: o que comer
A culinária tcheca é farta, robusta e muito acessível. Baseada em carnes, tubérculos e molhos encorpados, reflete o clima frio e a herança cultural da Europa Central.
Pratos que você precisa experimentar:
Svíčková na smetaně — filé de boi marinado servido com molho cremoso de creme de leite e natas, bolinho de pão (knedlík) e fatias de laranja. O prato nacional tcheco por excelência.
Guláš — ensopado de carne de porco ou vaca com molho rico de páprica, servido com knedlík. Reconfortante e saboroso.
Vepřo knedlo zelo — joelho de porco assado com repolho e knedlík. Uma das comidas mais populares dos tchecos.
Trdelník — massa doce enrolada em espeto, assada sobre brasa e polvilhada com açúcar e canela. Vendido nas ruas e praças. Uma delícia (mas que a versão com sorvete dentro que vendem aos turistas não é tradicional, é uma adaptação comercial).
Cerveja tcheca — a cerveja tcheca é famosa mundialmente e o país é campeão de consumo per capita da bebida. Boa parte do lúpulo consumido no mundo é produzido na República Tcheca. As cervejas são encontradas em praticamente qualquer bar, pub ou restaurante, servidas em copos de meio litro (velké) ou de 330ml (malé).
As gorjetas giram em torno de 10% a 15% do valor da conta.
Documentos para entrar na República Tcheca
Cidadãos brasileiros não precisam de visto de turismo para permanência de até 90 dias na República Tcheca e em outros países-membros do Acordo Schengen. Os documentos necessários são: passaporte válido por pelo menos 6 meses.
No controle de imigração, leve seus comprovantes de hospedagem, da passagem da volta, do seguro viagem e quaisquer outros que possam lhe ajudar. Tenha uma boa quantidade em dinheiro espécie. Para a Europa, o Itamaraty recomenda ter pelo menos 550€ na carteira, além de um cartão de crédito.
Seguro viagem para a República Tcheca: obrigatório e indispensável
A República Tcheca integra o Tratado de Schengen — o que torna o seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 em despesas médicas e hospitalares obrigatório para entrar no país. Sem ele, a entrada pode ser negada na imigração.
Mas além da obrigatoriedade legal, existem razões práticas para contratar um bom plano. O sistema de saúde tcheco é de qualidade, mas o acesso de turistas sem seguro pode envolver custos significativos. Uma consulta médica de urgência pode custar €100 a €200; uma internação, bem mais. Com o seguro viagem para a República Tcheca, você tem proteção para:
- Despesas Médicas e Hospitalares (DMH) — cobertura mínima de €30.000, atendendo à exigência do Schengen
- Assistência odontológica de urgência
- Telemedicina 24h em português
- Extravio e danos de bagagem
- Atraso de voo — especialmente relevante em conexões europeias
- Cancelamento de viagem
- Repatriação sanitária
O seguro viagem para a República Tcheca é processado como qualquer plano para a Europa. Planos básicos atendem ao mínimo do Schengen (€30.000 em DMH) e custam a partir de R$10 por dia. Planos intermediários (€40.000 a €60.000) oferecem melhor cobertura por uma diferença de preço pequena — e são os mais recomendados.
Faça sua cotação gratuita na Real Seguro Viagem e compare os planos disponíveis para as suas datas antes de embarcar.
Dicas práticas para a viagem à República Tcheca
Idioma: o idioma oficial do país é o tcheco, mas quem tiver um inglês básico para turismo não terá dificuldade alguma em se virar por lá; muita gente fala inglês nas áreas turísticas. Para áreas fora do centro turístico, um app de tradução offline ajuda.
Calçado: as belas e supercênicas ruas de Praga são de paralelepípedos; portanto, para a sua segurança e conforto, é melhor optar por calçados como tênis ou botas confortáveis e sem salto.
Cartão Prague City: para quem vai visitar muitos museus e atrações, o Cartão de Praga oferece entrada gratuita em dezenas de atrações e transporte público incluso. Vale a pena calcular se o uso justifica o investimento.
Casas de câmbio: evite as casas de câmbio na área turística, especialmente próximas à Ponte Carlos. As taxas são abusivas. Use caixas eletrônicos dos bancos ou troque na chegada ao aeroporto.
Gorjeta: com a queda do comunismo, oferecer gorjeta tornou-se algo de praxe no país. O percentual gira em torno de 10% a 15% do valor da conta.
Transporte público: compre sempre o bilhete — o transporte público de Praga tem fiscalização frequente e multas para quem viaja sem bilhete válido.
Curiosidade histórica: a palavra "robô" foi inventada pelo escritor tcheco Karel Čapek em 1920. Um presente do país para o vocabulário de todo o mundo.
A República Tcheca é um destino que entrega mais do que promete. Você chega esperando castelos bonitos e cerveja barata — e encontra uma cultura profunda, uma gastronomia surpreendente, uma vida noturna que rivaliza com qualquer capital europeia e uma hospitalidade discreta mas genuína. Praga sozinha já justifica a viagem.
O interior do país multiplica a experiência. Planeje com antecedência, contrate o seguro viagem antes de embarcar e prepare-se para querer voltar antes mesmo de ir embora.