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Por Joao Paulo Brasil • Real Seguro Viagem em 15/01/26 às 09:58.

Comidas Africanas: 10 pratos da África para você conhecer em sua viagem!

Falar em "comida africana" é como tentar resumir a "comida europeia" em um único prato. Impossível! 

Explorar as comidas africanas é uma tarefa fascinante e complexa para qualquer turista. O continente possui 54 países e cada um deles apresenta tradições culinárias muito distintas e ricas.

Muitos viajantes desconhecem a imensa variedade de ingredientes que compõem a dieta africana contemporânea. A gastronomia local vai muito além do que vemos em filmes ou documentários genéricos.

Como dissmeos, é impossível definir a culinária da África em apenas um conceito ou sabor predominante. As influências variam desde as especiarias árabes ao norte até os sabores malaios e europeus ao sul.

Entender a alimentação local é parte importante do planejamento de qualquer roteiro de viagem. Conhecer os pratos evita surpresas desagradáveis e enriquece a experiência cultural.

Muitos dos ingredientes que formam a base da nossa cozinha brasileira, como o quiabo, o inhame e o azeite de dendê, cruzaram o Atlântico e têm suas raízes fincadas neste continente extraordinário. Por isso, explorar as comidas típicas africanas é também uma forma de redescobrir um pouco da nossa própria história.

Prepare-se para uma viagem que vai aguçar seu paladar. Neste guia, vamos explorar 10 pratos que servem como porta de entrada para a incrível gastronomia africana. Confira!

Norte da África: Aromas do Deserto e do Mediterrâneo

A região do Norte da África engloba países turísticos famosos como Marrocos, Egito e Tunísia. A culinária desta área é fortemente marcada pelo uso inteligente e intenso de especiarias secas.

O Couscous (cuscuz) é provavelmente o prato mais conhecido mundialmente desta região. Diferente da versão brasileira feita com milho, o cuscuz magrebino é feito de sêmola de trigo e cozido no vapor.

Ele serve como base neutra para acompanhar ensopados ricos de legumes, grão-de-bico e carnes. É um prato tradicionalmente servido em grandes travessas para ser compartilhado em família nas sextas-feiras.

Outro ícone indispensável é o Tagine, prato que leva o nome da panela de barro com tampa cônica onde é preparado. O formato da panela faz com que o vapor condense e retorne à comida, mantendo a carne extremamente suculenta.

As receitas de Tagine misturam sabores salgados e doces com maestria e equilíbrio. É comum encontrar combinações de cordeiro com ameixas secas, damascos ou amêndoas torradas.

Para finalizar a experiência no Norte, não podemos esquecer a importância do chá de hortelã. A bebida é servida quente e muito doce, funcionando como um símbolo de hospitalidade em qualquer negociação ou visita.

Para saber mais sobre a cultura alimentar mediterrânea, considerada patrimônio imaterial, visite o site da UNESCO sobre a Dieta Mediterrânea.

1. Tagine (Marrocos)

O Tagine, cozido lentamente em sua panela de barro homônima, concentra aromas e sabores, resultando em uma carne que desmancha na boca. (Imagem | Reprodução)

O Tagine é tanto o nome da icônica panela de barro com tampa cônica quanto do prato cozido nela. Trata-se de um ensopado cozido lentamente em fogo baixo, o que deixa a carne (geralmente cordeiro ou frango) incrivelmente macia. 


A magia acontece na combinação de ingredientes do Tagine: frutas secas como damasco e ameixa, azeitonas, amêndoas e um blend de especiarias que cria um molho agridoce e aromático, perfeito para ser saboreado com pão.

2. Couscous (Região do Magrebe)

O Couscous é um prato de partilha, servido tradicionalmente no centro da mesa para reunir família e amigos. (Imagem | Reprodução)

O cuscuz que conhecemos no Brasil tem um parente famoso no Norte da África. Feito de sêmola de trigo cozida no vapor até ficar leve e soltinha, ele serve como uma cama neutra para ensopados ricos, como o próprio Tagine ou um guisado de legumes e grão-de-bico. É um prato de partilha, tradicionalmente servido às sextas-feiras, reunindo a família ao redor da mesa.

África Ocidental: Pimenta, Arroz e Sabores Intensos

A África Ocidental oferece uma das cozinhas mais vibrantes e picantes de todo o continente. Países como Nigéria, Gana e Senegal apresentam pratos com cores fortes e sabores marcantes.

O Jollof Rice é o rei indiscutível das mesas nesta região e motivo de orgulho nacional. Trata-se de um arroz cozido em um molho base de tomate, cebola, pimentões e muitas especiarias.

Existe uma rivalidade amigável e famosa entre ganeses e nigerianos sobre quem faz o melhor Jollof Rice. A verdade é que ambas as versoes são deliciosas e indispensáveis para quem visita a região.

Outro alimento básico essencial é o Fufu, uma massa densa feita de tubérculos como mandioca ou inhame amassados. O Fufu não tem um sabor forte por si só, pois sua função é absorver os molhos.

Ele é tradicionalmente comido com as mãos, servindo como "talher" para pegar sopas e ensopados picantes. A textura é elástica e macia, algo que pode ser novidade para o paladar brasileiro.

No Senegal, destaca-se o Mafé, um guisado rico feito com base de pasta de amendoim. O molho cremoso envolve carnes e vegetais, criando uma refeição calórica e muito saborosa.

Muitos ingredientes usados aqui, como o azeite de dendê, são familiares aos brasileiros devido à nossa história. Saiba mais sobre a conexão histórica entre Brasil e África no site do Museu Afro Brasil.

3. Arroz Jollof (Nigéria e Gana)

Arroz Jollof (Imagem | Reprodução)


Mais do que um prato, o Arroz Jollof é um ícone cultural e motivo de uma bem-humorada rivalidade entre Gana e Nigéria sobre quem prepara a melhor versão. 

É um arroz de cor vermelha vibrante, cozido em um molho rico e saboroso feito com tomates, pimentões, cebola e uma generosa dose de especiarias e pimenta. Servido com frango frito ou peixe, é o prato principal de qualquer festa.

4. Mafé (Senegal)

Mafé, Senegal (Imagem | Reprodução)


O Mafé é um ensopado rico e cremoso que tem como base a pasta de amendoim. A carne (bovina ou frango) é cozida lentamente nesse molho espesso, junto com vegetais como cenoura, batata-doce e quiabo. O resultado é um prato extremamente reconfortante e com um sabor complexo, que equilibra o doce do amendoim com o salgado da carne e o calor das especiarias.

África Oriental: Tradições, Grãos e o Comer com as Mãos

Viajando para o leste, em países como Etiópia, Quênia e Tanzânia, a dinâmica da mesa muda novamente. Aqui, a ênfase está nos grãos nativos e no ato comunitário de compartilhar a comida.

Na Etiópia, a base da alimentação é a Injera, um pão achatado e esponjoso feito de um grão chamado Teff. A Injera possui um sabor levemente azedo devido ao processo natural de fermentação da massa.

Ela forra o prato e sobre ela são colocados diversos tipos de wat (ensopados) de lentilhas, vegetais e carnes. Assim como o Fufu, a Injera é usada para pinçar a comida, dispensando talheres.

Um dos acompanhamentos mais famosos é o Doro Wat, um estofado de frango apimentado. Ele é temperado com Berbere, uma mistura complexa de pimentas e especiarias locais.

No Quênia e na Tanzânia, o alimento básico que sustenta a população é o Ugali. É uma massa firme feita de farinha de milho branca e água, muito semelhante a uma polenta sem tempero.

O Ugali acompanha o Sukuma Wiki, um refogado de couve que é simples mas nutritivo. Para os turistas, provar o Ugali é essencial para entender a verdadeira dieta local do dia a dia.

Essa região também é famosa pelos seus cafés de alta qualidade e cerimônias tradicionais de preparo. A Etiópia é considerada o berço do café e a bebida é tratada com reverência.

Confira nosso artigo sobre dicas de viagem para a África para se preparar melhor.

Na Etiópia, Quênia e Tanzânia, a comida é um evento comunitário. Grãos antigos e legumes são a base da alimentação, e a partilha é a regra.

5. Injera com Doro Wat (Etiópia)

Injera com Doro Wat, comida típica da Etiópia (Imagem | reprodução)


A Injera é a base de quase todas as refeições etíopes. É um pão achatado, grande e esponjoso, com um sabor levemente ácido devido à fermentação do teff, um grão local. 

Ela funciona como prato e talher: pedaços da injera são usados para pegar os diversos ensopados servidos sobre ela. 

O mais famoso desses ensopados é o Doro Wat, um guisado de frango picante e cozido por horas em um molho de cebolas caramelizadas e berbere, uma mistura de especiarias complexa. Um ovo cozido completa o prato.

6. Ugali (Quênia e Tanzânia)

O Ugali é para a África Oriental o que o arroz com feijão é para o Brasil. É uma massa densa de farinha de milho cozida com água, muito parecida com uma polenta bem firme. 

Semelhante ao nosso pirão, ele tem um sabor neutro e é perfeito para acompanhar ensopados de folhas verdes (sukuma wiki), carnes ou peixes, sendo sempre comido com as mãos.

África Meridional: Uma Fusão de Culturas no Prato

Ao chegar ao sul do continente, especialmente na África do Sul, encontramos uma fusão gastronômica única. A culinária reflete influências indígenas, holandesas, britânicas e malaias.

O Braai é a versão sul-africana do churrasco e é uma verdadeira instituição nacional. Diferente do Brasil, o Braai é feito exclusivamente com lenha ou carvão, jamais a gás.

Não se trata apenas de assar carne, mas de um evento social que pode durar horas. As carnes populares incluem a Boerewors, uma salsicha temperada em formato espiral.

Outro prato clássico é o Bobotie, que demonstra a influência asiática na região do Cabo. É uma espécie de bolo de carne moída temperado com curry e frutas secas.

A mistura de carne é coberta com um creme de ovos e leite antes de ir ao forno. O resultado é um prato agridoce, aromático e com uma textura muito reconfortante.

A África do Sul também é mundialmente reconhecida pela sua produção de vinhos de alta qualidade. As vinícolas da região de Stellenbosch oferecem harmonizações incríveis com a comida local.

Para quem busca experiências sofisticadas, a África do Sul possui diversos restaurantes premiados internacionalmente. Veja mais sobre o turismo no país no site oficial do South African Tourism.

A culinária sul-africana é um reflexo de sua história, misturando influências africanas, europeias (holandesa e britânica) e asiáticas (malaia e indiana).

7. Bobotie (África do Sul)

Bobotie (África do Sul | Reprodução)


Considerado o prato nacional da África do Sul, o Bobotie é uma espécie de bolo de carne moída com um toque especial. 

A carne é temperada com curry, açafrão, frutas secas (como uvas passas) e um toque de geleia de damasco, criando um sabor agridoce. 

A mistura é coberta com um creme de ovos e leite e levada ao forno até dourar. É um prato surpreendente e delicioso.

8. Braai (Toda a Região)

Braai, prato típica do Continente Africano! (Imagem | Reprodução)


O Braai é o churrasco sul-africano, mas é muito mais do que apenas uma refeição: é uma instituição social. O ritual envolve acender o fogo (sempre com lenha ou carvão, nunca a gás) e grelhar lentamente diferentes tipos de carnes, como as boerewors (salsichas condimentadas em formato de espiral), costeletas de cordeiro e espetos de frango.

África Central: Sabores da Terra e da Floresta

A culinária da África Central é centrada em ingredientes locais como mandioca, banana-da-terra e folhas verdes.

9. Poulet Nyembwe (Gabão)

Este é o prato nacional do Gabão. Trata-se de um frango cozido em um molho cremoso e rico feito com a polpa da noz de palma (nyembwe), o fruto do dendezeiro. 

Para os brasileiros, o sabor é familiar, mas ao mesmo tempo diferente do azeite de dendê. O uso da polpa fresca confere ao molho uma textura e um sabor mais suaves e complexos.

10. Fufu (Bacia do Congo e África Ocidental)

Fufu (Bacia do Congo e África Ocidental)


O Fufu (ou Nshima, Pap) é outra massa neutra fundamental em várias partes do continente. É feito de tubérculos como mandioca ou inhame, que são cozidos e socados até formarem uma bola elástica e macia. Assim como o Ugali, é comido com as mãos e serve como a base perfeita para absorver os sabores de sopas e ensopados picantes e aromáticos.

A Influência Africana na Mesa Brasileira

É impossível falar de comida africana sem notar as semelhanças com a nossa própria culinária. A diáspora africana trouxe ingredientes e técnicas que formaram a base da cozinha brasileira.

O azeite de dendê, fundamental na Bahia, é um elo direto com a África Ocidental. Ele dá cor e sabor a pratos icônicos como o acarajé e o vatapá.

O próprio Acarajé tem sua origem no Akara, um bolinho de feijão fradinho frito encontrado na Nigéria. No Brasil, ele ganhou recheios mais elaborados, mas a base permanece a mesma.

A quiabo e o inhame são outros exemplos de ingredientes que cruzaram o oceano e se estabeleceram aqui. Eles são usados tanto lá quanto cá em ensopados e sopas nutritivas.

A feijoada, embora tenha lendas sobre sua origem, reflete a técnica africana de cozinhar feijão com carnes. Pratos similares podem ser encontrados em várias partes do continente africano.

Reconhecer essas origens torna a viagem gastronômica ainda mais significativa para os brasileiros. É uma oportunidade de provar a versão "original" de sabores que já amamos.

Entenda mais sobre nossas raízes lendo sobre a história da culinária brasileira e suas influências.

Viaje com Segurança e Tranquilidade para Provar Tudo

Experimentar a gastronomia local é uma das melhores partes de viajar, mas exige cuidados. Mudanças bruscas na dieta e temperos fortes podem, às vezes, causar desconfortos no organismo.

O sistema de saúde em muitos países africanos pode ser caro para estrangeiros ou de difícil acesso em áreas remotas. Ter suporte médico garantido é essencial para não transformar um mal-estar em uma dívida enorme.

O Seguro Viagem África da Real oferece cobertura completa para despesas médicas e hospitalares. Isso inclui atendimento para casos de intoxicação alimentar ou alergias, comuns em aventuras gastronômicas.

Além da saúde, nosso seguro protege você contra extravio de bagagem e cancelamentos de voo. Viajar para um continente tão diverso requer um planejamento de segurança robusto.

Nossa equipe está preparada para oferecer suporte 24 horas em português, onde quer que você esteja. Você não precisa se preocupar com barreiras linguísticas em momentos de emergência.

Não deixe que um imprevisto de saúde estrague a sua experiência de provar um autêntico Tagine ou Jollof Rice. Garanta que sua única preocupação seja escolher qual prato pedir no menu.

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